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    Meio Ambiente


    Mercado de carbono: A Floresta em pé vale mais do que derrubada

    Num momento de profunda crise econômica, o Brasil precisa retomar a liderança na área ambiental, criando essa nova matriz de negócios e provando aos brasileiros que a floresta vale mais em pé do que derrubada

    Escrito por Marcelo Ramos no dia 25 de abril de 2021 - 19:50

     

    | Foto: Divulgação

    Chefes de Estado e lideranças de diversos países e matizes discutiram, na última semana, uma questão que mobiliza as atenções do mundo: o efeito das mudanças climáticas no nosso planeta. A Cúpula do Clima marcou uma inflexão importante. Nas falas, o consenso de que a humanidade precisa evoluir para uma economia de carbono neutro.

    Na esteira das comemorações do Dia do Índio e do Dia da Terra, como parlamentar da Amazônia, me dedico a fazer a minha parte. Na live que promovi, “Floresta e pé – a maior fonte de riqueza”, convidei alguns dos maiores especialistas do país para debater o assunto e apresentei meu projeto de lei (528/21) que propõe regulamentar e precificar o mercado de carbono no Brasil, sobre o qual entrarei com pedido de urgência para a sua análise na Câmara.

    Em 2019, vários países arrecadaram 45 bilhões de dólares no mercado de crédito de carbono para redução de emissões. Esse mercado significa a geração de riqueza e combate à pobreza com a floresta conservada.

    Com o maior ativo para reduções de gases do efeito estufa - as nossas florestas, o Brasil ainda não pode usufruir desse mercado. É que a Política Nacional sobre Mudança do Clima carece de um marco legal que dê segurança aos investidores que queiram compensar suas emissões.

    Meu projeto que regulamenta o mercado de carbono busca monetizar os serviços ambientais das nossas florestas e garantir segurança jurídica aos investidores com um mercado de carbono regulado, como já existe em diversos países da Europa.

    Num momento de profunda crise econômica, o Brasil precisa retomar a liderança na área ambiental, criando essa nova matriz de negócios e provando aos brasileiros que a floresta vale mais em pé do que derrubada.


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