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    Opinião


    Como escolhi meu esporte favorito – Parte I

    Leia o artigo de opinião de Ricardo Onety

    Escrito por Ricardo Onety no dia 25 de maio de 2021 - 13:11

     

    | Foto: Reprodução

    A paixão por esportes é comum a muitas pessoas, é inerente ao ser humano o processo de se movimentar, de brincar, de estar junto, essa paixão influencia muitas gerações.

    Nas linhas que se seguem convidei amigos para contarem como escolheram as suas modalidades esportivas. Dialogamos, demos muitas risadas e também nos emocionamos, pois quem participou de equipes na escola, no clube, na rua, não esquece jamais.

    Nessa nossa entrevista foram respondidas algumas perguntas básicas: Como iniciaram na modalidade escolhida? Como se deram seus primeiros passos? Quem são suas referências? Quais fatos marcaram suas vidas? As primeiras cestas, as primeiras braçadas, toques e cortadas... São relatos de vida!

    Nosso primeiro convidado é da modalidade Basquetebol. O professor Egídio Almeida é envolvido no desporto escolar há mais de 50 anos, contribuindo na formação de várias gerações. Ele nos conta como iniciou nesta Modalidade:

    "

    A rua era nossa, brincávamos de tudo: bola de gude, barra bandeira, vários tipos de manja, bicicleta e principalmente o futebol. Eu era morador do centro da cidade, bem na frente do Colégio Dom Bosco, a molecada invadia a pista de atletismo do quartel do 27º BC (Batalhão de Caçadores) ou o campo do colégio para uma pelada. Certo dia apareceram poucos colegas, decidimos jogar a bola de futebol em direção a cesta de basquete. Ali começou minha paixão. Procurei em seguida onde poderia treinar, descobri que no Olímpico Clube tinha o professor Delbanor Leite (o cara era “Fera” em quase todos os esportes). Apesar da minha baixa estatura, não liguei. Minha primeira equipe de basquete foi o Olímpico clube, através de uma 'minicompetição "

    Egídio Almeida, Professor

     

    Conta Egídio que na adolescência fez parte da equipe do CDB (Colégio Dom Bosco) onde estudava, sob a orientação do professor Bosco Spener e posteriormente de Walcymar Aleixo (Aranha). Que passou a ser seu treinador levando a equipe ao título de campeão do V JEAS (Jogos Escolares do Amazonas) em 1975, ressaltar que “O Aranha joga até hoje e continua arrebentando! ”.

    O professor Egídio acrescenta: “Ainda cursando a faculdade de Educação Física em 1982, passei a ministrar aula de Educação Física no Colégio Dom Bosco (CDB), para as crianças e logo depois fui chamado a treinar a seleção de Basquete do CDB”.  Exclama: “com toda certeza o Basquete que me escolheu e devo muito de minha formação a esta modalidade esportiva tão querida”.

    Talvez vocês conheçam alguém que praticou várias modalidades esportivas, mas nem tanto quanto nosso próximo entrevistado: seu nome é Francisco Emiliano, carinhosamente chamado de “Chiquinho” pelos amigos:  “a minha história se confunde com várias modalidades esportivas”.

    O professor Francisco nos brinda ao falar de sua iniciação esportiva:

    "

    Comecei muito precoce e aos 14 anos participei dos JEAS na modalidade de Ginástica Olímpica (hoje Ginástica artística). Também competi no atletismo, basquete, handebol e tênis de mesa. Brincava de voleibol com os adultos e acabei sendo convocado a participar do Intermunicipal pela cidade de Itacoatiara, como o atleta mais jovem a atuar em uma partida. Sempre gostei de diversas modalidades esportivas, no handebol cheguei a ser campeão brasileiro. Me comprometia a aprender de forma macro, tanto jogando como arbitrando! No Voleibol minha referência foi o Professor Mark Clak, que contribuiu muito para admirar e gostar desta modalidade. Contarei um fato curioso: No ginásio do René Monteiro houve um clássico entre Brasil X Japão, assisti a este jogo pendurado na Marquise "

    Francisco, Professor

     

    O professor nos relata ainda que migrou do voleibol de quadra para o voleibol de Praia através de um dos percursores desta modalidade: o professor João Leite no CIRMAM (Círculo Militar de Manaus), embrião e casa do “Voleibol de Areia”. Como árbitro desta modalidade conta que apitou várias etapas do Circuito Brasileiro na Ponta Negra: menção honrosa faço aos primeiros atletas: Magal, Hudso, André, luizão, Andreza, Andréia”.

    É leitores, na minha concepção, o camarada é fera!

    Nosso último amigo é um craque, também, em várias modalidades, a última competição que ganhou valeu por todas. A “Superação da Covid 19, essa é a Minha maior Medalha”, conta Pedro Silva.

    "O Voleibol entrou na minha vida quase por acaso, jogava nas categorias de base de vários clubes locais. De repente tive um problema no joelho (osteocrondrite), e precisei fazer tratamento, nessa época a medicina esportiva estava iniciando. Como aluno de Educação Física optei pela iniciação esportiva em clube, espécie de parceria entre clube e escola. Erámos incentivados com anuência de nossos pais, professores e escola: nunca ficar parado! Como não podia praticar o futebol, iniciei devagar na escolinha do Rio Negro com o professor Ricardo Atala, um dos percursores do voleibol, juntamente com os professores Mark Clark e Bosco Spener, meu professor no Colégio Dom Bosco. Não poderia deixar de falar que os primeiros passos a nível de clube foram dados por Arnaldo Santos, com a equipe da Modisel (quem não lembra no AS nos esportes!), com a família Monteiro de Paula.  Avelino, Professor Thales, Gesta (chegou a ser vice-presidente da Confederação Brasileira de Voleibol)."

      Pedro nos conta uma curiosidade: “Tínhamos um diferencial a época: a Zona Franca de Manaus que oportunizou a importação de vários equipamentos e matérias esportivos, oriundo do Japão (Potência Mundial a época). Chega a Manaus, também, através de um intercâmbio com o Japão um professor que trouxe um pouco desta escola, ministrando os primeiros cursos e técnicas”.  

    Com o intercâmbio, relata que chegou a jogar contra a equipe Japonesa NEC, promovida pela Federação Amazonense tendo sido considerados a 3ª Potência neste esporte, atrás somente do Rio de Janeiro e São Paulo.

    Ressalta Pedro:

    "Não podemos esquecer que Manaus também sediou a “Copa Brasil”, hoje Superliga de Vôlei. Lembro com saudades desta copa, pois além dos times locais, como Rio Negro e Jonhasa, participaram equipes fortíssimas como: Fluminense, Botafogo, Pirelle, Banespa que cederam alguns jogadores para a seleção brasileira (Bernard, William, Mauricio) passaram por aqui. Que saudades dos bons tempos e de grandes jogos" 

    Estes relatos foram de pessoas que vivenciaram experiências ricas e que hoje continuam dando sua contribuição na organização, gerenciamento, promoção de campeonatos e eventos a nível, municipal, estadual e internacional.

    Este espaço agradece a todos pelas contribuições em prol do esporte!  

    Sobre o autor:

    Ricardo Tadeu da Silva Onety possui 55 anos é professor da Secretaria de Estado - SEDUC /Am, atuando há mais de 12 anos no ensino Superior. Ele possui pós-graduação em Fisiologia do Exercício Avançada; Musculação e Personal Trainer, Formação Empreendedora e Gestão de Carreira e possui participação em diversos eventos científicos regional, nacional e Internacional.

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