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    Operação 'Mamon'


    Conheça o perfil do narcotraficante preso na ‘Operação Mamon’ no AM

    Ele se passava por empresário e não tinha passagem pela polícia. 'Gilson ou RDK' não tinha alvo o Amazonas e a região Norte, mas outras zonas do país e países da América do Sul

    O narcotraficante tinha uma vida sem qualquer suspeita de envolvimento com crimes
    O narcotraficante tinha uma vida sem qualquer suspeita de envolvimento com crimes | Foto: Reprodução

    Manaus – Mais de Seis toneladas de drogas, R$ 3 milhões em espécie, 20 veículos de luxo, balsas, lanchas, jet-skis e joias foram apreendidos em uma megaoperação da Polícia Civil do Amazonas (PC-AM). A apresentação aconteceu na manhã desta segunda-feira (28) no prédio da Delegacia Geral da PC-AM, localizado na avenida Pedro Teixeira, Dom Pedro, zona Centro-Oeste de Manaus.

    Entre os resultados da operação está a prisão do narcotraficante “Gilson” ou “RDK” e mais 10 pessoas envolvidas no esquema internacional de drogas. 

     A operação “Mamon” rendeu um prejuízo de R$ 100 milhões ao crime organizado no Estado.

    Perfil do narcotraficante

    Foram três meses de investigações
    Foram três meses de investigações | Foto: Bruna Oliveira

    Segundo informações da polícia, o alvo “Gilson” não era conhecido da polícia e nem possuía passagem por crimes. Ele não faz parte ou mantém aliança com facções que atuam no crime no Amazonas. As drogas também não eram vendidas no Estado, apesar da grande quantidade apreendida nos municípios de Manaquiri, Barreirinha, Japurá e a capital. Os entorpecentes tinham outros países e outras regiões no Brasil como destino, como Nordeste, Centro –Sul, Sul e Sudeste.

    A polícia informou também que o narcotraficante se dizia empresário e possuía bens materiais em nomes de "laranjas" e morava em uma casa em um condomínio, próximo à barreira, no bairro Santa Etelvina, Zona Norte.  “Ele era muito reservado, mas mexia com muito dinheiro. Apenas na casa dele havia R$ 3 milhões armazenados em caixas de papelão.Ele é um braço forte do Brasil com a Colômbia. Essa operação foi uma das maiores do Norte”, disse o delegado. 

    O narcotraficante montou uma grande estrutura em Manaquiri. Ele informava que era empresário de uma grande rede de supermercados, mas foi comprovado que ele não possui vínculo com a empresa. 

    A lavagem de dinheiro era feita por meio de empresas como nomes de laranjas e mantinham a rotatória do tráfico no município e nas outras regiões do país. Ainda de acordo com a polícia, o homem atuava há 10 anos no Amazonas, sem levantar nenhuma suspeita. 

    "Ele atuava de forma discreta, pois não havia caído no radar da polícia", afirmou a titular da Delegacia Geral de Polícia Civil do Amazonas, Emília Ferraz Moreira. 

    Investigações

    Seis toneladas de drogas foram apreendidas na operação
    Seis toneladas de drogas foram apreendidas na operação | Foto: Bruna Oliveira

    Segundo informações do delegado do Departamento de Repressão ao Crime Organizado (DRCO) Rafael Allemand, as investigações duraram três meses. Todos os integrantes que faziam parte do esquema criminoso foram presos. 

    As drogas eram armazenadas em Manaquiri e chegaram até os criminosos por meio de um áudio com a denúncia anônima. 

    Segundo o delegado do grupo FERA, Juan Valério, momento da abordagem policial em Manaquiri, armas também foram apreendidas em poder dos traficantes.

    “Nossa maior preocupação era fazer a operação de maneira sincronizada, pois tínhamos também outras operações em Japurá e Manaquiri. A  equipe de policiais encontrou parte da quadrilha em uma área rural. Eles entraram no imóvel e os encontraram cheios de seguranças, que tentaram atirar contra a equipe, mas foram presos em flagrante. O armamento era de grande poder de fogo”, informou o delegado. 

    "Mamon"

    O nome da operação está relacionado à ganância. Mamon é um termo bíblico usado para determinar a cobiça, ganância e avareza. No hebraico significa "dinheiro". 

    "Durante as investigações detectamos que realmente, ele mexia com muito dinheiro e contava com informações das polícias de outros estados, como Pernambuco. O narcotraficante era ganancioso e migrou do empresariado para trabalhar com drogas", disse Allemand. 

    A quadrilha vai responder pelos crimes de tráfico de drogas, organização criminosa, tráfico e lavagem de capitais.

    Entre os carros apreendidos estavam modelos das marcas Evoque, Audi, BMW, Hilux, Ranger, S-10 e T-Cross. 

    Todos os carros apreendidos são considerados de luxo
    Todos os carros apreendidos são considerados de luxo | Foto: Bruna Oliveira

    Veja a transmissão na íntegra:

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