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    Presídio Federal


    Justiça concede alvará de soltura para 'Mano G', líder de facção no AM

    O advogado de defesa argumenta excesso de prazo na prisão de Gelson Carnaúba, o "Mano G", que aguarda o julgamento em uma cadeia de segurança máxima há três anos

    O narcotraficante Gelson Lima Carnaúba, o “Mano G”
    O narcotraficante Gelson Lima Carnaúba, o “Mano G” | Foto: Divulgação

    Manaus - Aguardando julgamento no presídio federal de Campo Grande, no Mato Grosso do Sul, desde setembro de 2019, o narcotraficante Gelson Lima Carnaúba, o “Mano G”, ganhou um alvará de soltura, referente ao caso do massacre no Complexo Penitenciário Anísio Jobim (Compaj), ocorrido em janeiro de 2017. A decisão é do desembargador do Tribunal de Justiça do Amazonas (Tjam), Sabino da Silva Marques. 

    A determinação atende um pedido de habeas corpus solicitado pelo advogado de defesa, Elzu Souza Alves, que apresenta o argumento de excesso de prazo na prisão de "Mano G", que aguarda o julgamento na cadeia de segurança máxima há três anos.  

    Conforme o Tjam, a decisão frisa que o acusado deve ser posto em liberdade, caso não esteja preso por outro motivo. Ou seja, Carnaúba não será posto em liberdade, pois está preso respondendo por outros crimes.

    Ainda conforme o tribunal de justiça, na 1ª Instância, a Ação Penal tramita em segredo de justiça, mas o Juízo da 2ª Vara do Tribunal do Júri informou que o processo segue em trâmite regular, considerando a complexidade do caso, e que o réu em questão foi inclusive interrogado no último mês de setembro, por videoconferência.

    Neste momento, a fase de instrução processual encontra-se na etapa de apresentação de memoriais (alegações finais) pelas partes.

    Histórico 

    O narcotraficante Gelson Lima Carnaúba, o “Mano G”, é considerado um dos criminosos do sistema penitenciário de alta periculosidade, e também é um dos fundadores da facção Família do Norte (FDN). Ele deixou a organização após uma briga com os outros líderes: João Pinto Carioca, o “João Branco”; e José Roberto Fernandes, o “Zé Roberto da Compensa”, e passou a integrar o Comando Vermelho (CV).

    Com a briga, houve um racha entre as duas facções, que até então eram aliadas. Atualmente, de acordo com a polícia, as duas organizações disputam o domínio do tráfico de drogas no Amazonas.

    Acusado de ser um dos mentores da chacina do Compaj, ocorrida no dia 25 de maio de 2002, quando 14 pessoas foram executadas, Carnaúba conseguiu fugir da penitenciária, com cinco comparsas, por um buraco cavado do setor do regime fechado para o semiaberto, de onde pularam o muro e foram resgatados por comparsas que estavam em veículos não identificados. 

    "Mano G" foi preso pela Polícia Federal em 8 de janeiro de 2015 quando desembarcava no aeroporto de Natal (RN), vindo de um voo do Rio de Janeiro. Posteriormente, ele foi transferido para a penitenciária federal de Catanduvas (PR) e depois para a unidade de Campo Grande, onde ainda se encontra.

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