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    Cumprimento do novo decreto


    Polícia fiscaliza e fecha serviços não essenciais em Manaus

    Os donos dos estabelecimentos relataram que não tinham conhecimento do novo decreto do Governo do Amazonas e por isso estavam funcionando normalmente

     

    | Foto: Ayrton Senna

     

    Manaus - As equipes da Força de Segurança do Amazonas e da Vigilância Sanitária deflagraram uma operação nesta segunda-feira (25), para fiscalizar o cumprimento do decreto estadual, que proíbe a abertura de comércio não essencial à vida e restringe a circulação de pessoas por 24h.

    Devido ao agravamento da pandemia no Amazonas, o governo do Estado anunciou, no último sábado (23), a restrição de pessoas nas ruas durante 24h, até o próximo dia 31. Durante esse período, os amazonenses só poderão sair de casa mediante justificativa.

    A operação, realizada desde o início da manhã, está sendo coordenada pelo Comitê Integrado de  Fiscalização (CIF), desencadeada em todas as zonas de Manaus. 

    De acordo com o tenente-coronel Claudemir, que comanda a Operação na área do bairro Tancredo Neves, zona Leste de Manaus, a ação policial busca orientar e autuar quem insiste em desrespeitar o decreto.

    “A Polícia Militar vem realizando esse trabalho diariamente para fiscalizar o cumprimento do decreto. Quem insistir em desrespeitá-lo será devidamente penalizado, inclusive um homem já foi detido, por desobediência, no Jorge Teixeira”, informou o tentente-coronel.

     

    | Foto: Ayrton Senna

    O drama dos trabalhadores

    Em conversa com o Portal Em Tempo, o comerciante Eduardo Santos, de 44 anos, dono de uma serralheira, relatou que não sabia do novo decreto do Governo do Estado, e se surpreendeu quando a polícia ordenou que ele fechasse o estabelecimento.

    “Realmente, não sabia dessa nova norma, agora vou ter que tentar oferecer os meus serviços de forma online. A situação está muito complicada, tenho dois filhos para sustentar, e não sei como vou colocar comida em casa”, relatou ele.

    O Antônio Silva, de 63 anos, mecânico desde os 30, também teve que fechar a única fonte de renda.

    Ele mora no local de trabalho, em uma pequena casa de dois cômodos. A cama fica entre as peças velhas de carros, que revende e ferramentas da oficina.

    “Sim, eu sabia disso aí [do decreto estadual], mas não tenho outra escolha, como vou comer? Abri hoje de manhã, mas os policiais chegaram aqui e disseram para eu fechar”, conta ele.

    Além do forte impacto no sistema de saúde, as histórias de Eduardo e Antônio revelam os sombrios efeitos econômicos que assombram milhões de trabalhares em todo o país.

     

    | Foto: Ayrton Senna

    Vítimas de Covid no Amazonas 

    Até este domingo (24), a Fundação de Vigilância em Saúde do Amazonas (FVS-AM) já havia registrado 7.146 vidas perdidas para a Covid-19, e 249.713 casos de doença em todo o estado. 

    Balanço

    Até o fechamento desta matéria, a Secretaria de Segurança Pública do Amazonas (SSP-AM) ainda não havia divulgado o número de detidos, estabelecimentos fechados ou de atuações aplicadas.

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