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    Indignação


    Entregador é confundido e morto por PM que perseguia ladrões em Manaus

    Felipe Cavalcante, de apenas 21 anos, estava trabalhando, quando foi assassinado com um tiro no rosto por um policial militar, que estava fora de serviço e perseguindo dois criminosos

     

    Jovem aguardava pedidos de clientes, quando foi atingindo com um tiro no rosto
    Jovem aguardava pedidos de clientes, quando foi atingindo com um tiro no rosto | Foto: Divulgação

    Manaus - O entregador de lanche Felipe Cavalcante dos Santos, de apenas 21 anos, estava trabalhando, quando foi assassinado com um tiro no rosto, pelo soldado da Polícia Militar, Tiago de Freitas Santiago, 31, que o confundiu com um bandido. O caso aconteceu na noite de quarta-feira (4), no Parque Mauá, bairro Mauazinho, zona Leste de Manaus.

    De acordo com as autoridades, o policial militar estava fora de serviço, quando foi comunicado que a moto de sua irmã havia sido roubada por dois criminosos. Na ocasião, Tiago perseguiu os bandidos, por conta própria, utilizando informações de um rastreador que monitorava o veículo.

    Segundo a versão do policial, ele tentava alcançar os dois criminosos, quando a moto que eles haviam roubado travou. Foi nesse momento que a dupla fugiu por uma área de mata, e tentando detê-la, Tiago começou a disparar contra os bandidos, sem levar em consideração que estava em um local público, e com pouca iluminação. O soldado não conseguiu balear os bandidos, mas acabou matando Felipe Cavalcante, que estava trabalhando. 

    Testemunhas informaram que o jovem aguardava pedidos de clientes, quando foi atingindo com um tiro no rosto. Diante da tragédia que havia acabado de provocar, o soldado ainda pediu socorro ao Serviço de Atendimento Móvel de Urgência (Samu). No entanto, a vítima foi levada em um carro particular para o Hospital e Pronto-Socorro João Lúcio, mas já estava sem vida quando chegou na unidade de saúde.

    Capa do Vídeo
    O caso gerou revolta popular | Autor: Divulgação
     

    Protestos 

    Revoltados, familiares e os moradores da área realizaram uma manifestação ainda na noite de terça, exigindo Justiça pela morte do jovem. 

    "Se não fosse uma pessoa correta e trabalhadora, eu jamais estaria aqui. Ele morreu sem nenhum motivo, na frente de todo mundo", disse uma manifestante que preferiu não se identificar.

    Os integrantes do protesto atearam fogo em alguns objetos, e interditaram a avenida Solimões, próximo ao local do homicídio. As equipes da Força Tática e da Ronda Ostensiva Cândido Mariano (Rocam) foram acionadas para conter a manifestação.

    Prisão

    Tiago de Freitas foi conduzido à Delegacia Especializada em Homicídios e Sequestros (DEHS), onde foi autuado em flagrante por homicídio. Após os procedimentos na unidade policial, ele foi encaminhado para um Batalhão da Polícia Militar, e ficará à disposição da Justiça. 

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