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    Manifestação


    Família e amigos de Manuella Otto pedem condenação e expulsão de PM

    Com cartazes, as pessoas pediram por Justiça, condenação e expulsão do suspeito da PM. E também clamaram para que o caso não seja esquecido pelas autoridades; veja vídeos

     

    Representantes da classe LGBTQI+ também estiveram presente no ato
    Representantes da classe LGBTQI+ também estiveram presente no ato | Foto: Divulgação

    Manaus - Familiares e amigos da transexual Manuella Otto, assassinada dentro de um motel, em Manaus, estiveram na manhã desta sexta-feira (19), na porta da Delegacia Especializada em Homicídios e Sequestros (DEHS) pedindo a condenação e expulsão da corporação do Policial Militar Jeremias da Costa Silva,  principal suspeito do crime. Representantes da classe LGBTQI+ também estiveram presente no ato. 

    Com cartazes, eles pediram que o caso não seja esquecido pelas autoridades. A mãe de Manuella falou com o Em Tempo e falou sobre o sentimento após ver o principal suspeito do crime atrás das grades. 

    "Estou feliz pelo empenho da polícia no caso e acredito na Justiça. Só tem três palavras que eu quero frisar aqui: Justiça, condenação e expulsão. Acredito que ele seja culpado, pois em nenhum momento ele colaborou. Não quis mostrar a tatuagem, quem cala tá assumindo. Só tenho a agradecer a polícia", declarou Hilma de Souza, mãe de Manuella. 

    Para ela, restam boas lembranças dos momentos vividos ao longo dos 25 anos da filha. 

    "Manuella Otto era um ser humano maravilhoso. Ela amava a arte, sempre quis viver da arte. Iniciou teatro no colégio desde pequena. Era uma pessoa que onde chegava cativava a todos. Só tenho a agradecer os 25 anos que ela passou ao meu lado, era uma amiga, companheira e confidente", declarou a mãe. 

    A ativista LGBTQI+ Bruna La Close também reforçou o pedido da classe para que o PM seja punido.

    "Vamos fazer com que essa cara não saia pela porta da frente da delegacia e fique sorrindo da comunidade LGBT e da sociedade. Peço apoio dos órgãos competentes, que entrem nessa briga conosco. Não deixem que a gente sinta essa dor sozinhos. Estamos aqui para exigir Justiça para uma pessoa que era do bem", disse La Close.

    Prisão preventiva

    O mandado de prisão preventiva em nome de Jeremias foi cumprido na tarde de quinta-feira (18). Ele se apresentou na especializada. 

    "A investigação conseguiu mais provas, inclusive fotos de Jeremias que compravam a tatuagem que aparece naquele vídeo. Baseado nessas informações conseguimos a prisão preventiva. Agora vamos finalizar o Inquérito Policial e remeter ao Poder Judiciário", informou o delegado Charles Araújo, titular da DEHS.

    A Corregedoria Geral do Sistema de Segurança informa que abriu um Processo Administrativo Disciplinar (PAD) em desfavor do suspeito.

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