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    Pedido de Justiça


    'Eu só peço Justiça', diz mãe de jovem morto em abordagem na Compensa

    A polícia informou que o adolescente Guilherme da Silva Protázio foi morto por ter recebido uma equipe policial a tiros. Já a família contesta a versão e afirma que ele foi morto por um policial que já o ameaçava

    Amigos e vizinhos do adolescente seguraram cartazes e fotos pedindo que a morte do rapaz seja investigada | Foto: Brayan Riker

    MANAUS - "Tem três dias que não consigo dormir pensando no meu filho. Eu só peço Justiça", esse foi o pedido de Cintia Protázio, mãe de Guilherme da Silva Protázio, que tinha 17 anos e morreu após ser alvejado em uma abordagem policial no beco São José, bairro Compensa,  Zona Oeste de Manaus, no último domingo (4). Além dela, amigos e vizinhos do adolescente seguraram cartazes e fotos pedindo que a morte do rapaz seja investigada. A polícia alega que ele foi morto após receber juntamente com outras pessoas, os policiais a tiros. O tio dele, de 28 anos, acabou baleado.

    Ao final da manhã desta terça-feira (6), familiares e amigos fecharam um trecho na avenida Brasil, naquele mesmo bairro, como forma de manifestação pela morte do jovem. Foi ateado fogos em pneus e colchões e equipes do Corpo de Bombeiros Militar do Amazonas (CBM-AM) foram acionadas. 

    "Meu filho morreu porque esse policial quis e eu só quero Justiça. Estavam distribuindo chocolates aqui. Assim como foi meu filho poderia ser com qualquer outra pessoa, inclusive poderia ser uma criança ferida. Respeito os policiais que honram a sua farda, mas esse que fez isso não respeita. O que meu filho fez pra ele? Ele já tinha ameaçado meu filho e quando o avistou, foi a primeira coisa que ele fez", declarou a mãe. 

    Cintia ainda mostrou a reportagem cápsulas que foram encontradas após o fato.

    "Meu marido também foi atingido nessa situação e agora estão alegando que ele matou o Guilherme. Ele não faria isso com o sobrinho. Os policiais não prestaram nem socorro para ele, quem ajudou foi a população. Pedimos informações no hospital e estão nos negando. Eles tiraram uma vida, a vida do Guilherme não volta mais, só queremos Justiça. Ele foi arrastado no beco igual a um animal. Isso não pode ficar assim", declarou Adriane Protázio, tia de Guilherme e esposa do homem que foi baleado.

     

    Foi ateado fogos em pneus e colchões e equipes do Corpo de Bombeiros Militar do Amazonas (CBM-AM)
    Foi ateado fogos em pneus e colchões e equipes do Corpo de Bombeiros Militar do Amazonas (CBM-AM) | Foto: Brayan Riker

    O capitão Cruz da 8° Companhia Interativa Comunitária (Cicom) informou ao Em Tempo que a área onde ocorreu a abordagem policial é conhecida pelo intenso tráfico de drogas e em operações são apreendidas pessoas com armas ou drogas. 

    "Nesse domingo não foi diferente. Ao recebermos a denúncia de que haviam homens armados e o 'tráfico' estaria distribuindo chocolates para falarem o nome de uma facção, realizamos incursões e encontramos três pessoas armadas. Eles resolveram atirar contra a guarnição que revidou os tiros. Foi apreendido um revólver 38 e uma arma de fogo falsa, após receber o socorro, um deles morreu e o outro permanece internado. Os policiais agiram dentro da localidade", informou o capitão.

    Em nota, a Polícia Militar informou que será instaurado um Inquérito pela Polícia Civil (PC) e após a conclusão do procedimento, a instituição tomará providências conforme a conclusão das investigações.

    A PM ressaltou, ainda, que no curso do processo apuratório serão dados aos policiais,o direito ao contraditório e à ampla defesa.

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