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    Violência


    Caso Henry: relembre crimes contra crianças que chocaram o Amazonas

    Morte trágica do pequeno Henry lembra casos semelhantes que ocorreram com crianças mortas em Manaus e no interior do estado; veja

     

    Nos últimos anos, o estado foi marcado por sucessivos casos de crianças assassinadas por pessoas próximas
    Nos últimos anos, o estado foi marcado por sucessivos casos de crianças assassinadas por pessoas próximas | Foto: Divulgação

    MANAUS - Cercada por crueldade e frieza, a trágica morte do pequeno Henry Borel, de apenas 4 anos, que tem como principal suspeito o padrasto dele, o vereador Dr. Jairinho, com a conivência da própria mãe, Monique Medeiros da Costa e Silva, no Rio de Janeiro, trouxe à tona casos semelhantes ocorridos no Amazonas. 

    Nos últimos anos, o estado foi marcado por sucessivos casos de crianças assassinadas por pessoas próximas: vizinhos, padrastos e até pelos próprios pais. Relembre abaixo tristes tramas de mortes de meninos e meninas que comoveram os amazonenses.

    Caso Elcleciane, de 10 anos

    Na tarde do dia 16 de janeiro de 2020, a pequena Elcleciane Nascimento Duarte, de apenas 10 anos, se arrumou e foi até a sua vizinha para ajudar nos preparos de bolos e biscoitos, mas ela nunca mais voltou para casa. A menina foi estuprada e morta por Ronald Gomes Borges, de 28 anos, o então marido da vizinha. O caso ocorreu no município de Fonte Boa, a 677 quilômetros de Manaus.

    De acordo com as investigações, o suspeito teria oferecido uma quantia de R$ 40 para manter relações sexuais com a criança, que não aceitou e, em seguida, foi imobilizada com um golpe “mata leão”, antes de ser estuprada e asfixiada com uma corda.

    O caso abalou o pequeno município e deixou os moradores revoltados. Ronald foi preso em flagrante, mas a ocorrência, que por si só já era absurda, se tornou ainda mais macabra. Isso porque populares revoltados invadiram a delegacia de Fonte Boa e arrastaram o suspeito para fora da unidade policial. Ronald foi esquartejado e carbonizado em via pública. 

     

    Morto pelo pai e madrasta
    Morto pelo pai e madrasta | Foto: Divulgação

    Luís Henrique, de 3 anos

    Também em janeiro de 2020, Robert Nascimento Oliveira Júnior e a esposa Maria José de Bezerra Campos, pai e madrasta do menino Luís Henrique dos Santos Oliveira, de 3 anos, foram presos sob suspeita de terem assassinado a criança. 

    Segundo a Polícia Militar, o corpo da criança foi encontrada em decomposição, no quilômetro 11 da estrada do Curupira, na zona rural de Nova Olinda do Norte, a 136 quilômetros da capital.

     

    Morto de forma brutal pelo próprio pai
    Morto de forma brutal pelo próprio pai | Foto: Divulgação

    David Nonato, de 7 anos

    Os tristes acontecimentos que marcaram a vida do menino David Nonato Bento dos Santos, morto a pauladas pelo próprio pai, aos 7 anos, começaram antes mesmo de seu assassinato. Ele foi abandonado aos seis meses de vida pela própria mãe, e nunca recebeu o amor do pai, o vendedor ambulante Rogério Alexandrino dos Santos, de 27 anos, que na época contou com frieza a forma de como matou o filho.

      "Eu coloquei o meu filho de costas para mim e disse a ele que seria uma brincadeira. Depois apaguei as luzes e comecei a bater na cabeça dele. Ao perceber que não estava mais vivo, resolvi enterrar. Estou arrependido e mereço sofrer", relatou o suspeito à polícia.  

    De acordo com as autoridades, Rogério teria utilizado o filho para se vingar de sua avó - e bisavó de David, que o criava. O caso aconteceu no dia 12 de junho de 2019, no bairro Jorge Teixeira, zona Leste de Manaus. 

     

    Criança morreu após ser agredida pelo padrasto
    Criança morreu após ser agredida pelo padrasto | Foto: Divulgação

    Alex Gabriel, 1 ano e oito meses

    Em maio de 2017, os detalhes envolvendo a morte do bebê Alex Gabriel Silva de Oliveira, de 1 anos e 8 meses, chocaram os amazonenses. O pequeno morreu após o padrasto, Anderson Carneiro de Paiva, de 21 anos, ter atingido a barriga do bebê com dois tapas.

    Conforme as investigações que apuraram o caso, a agressão acabou rompendo o estômago do bebê e o levou à morte. Em depoimento, Anderson afirmou à polícia que perdeu a paciência quando a criança começou a chorar e a bateu. Na época, testemunhas informaram que o padrasto tinha ciúmes do bebê. O crime aconteceu na comunidade Nossa Senhora de Fátima, bairro Novo Aleixo, Zona Norte de Manaus.

     

    Vítima foi atraída e morta pelo vizinho
    Vítima foi atraída e morta pelo vizinho | Foto: Divulgação

    Jhuliany Souza, de 7 anos

    A mãe da pequena Juliany Souza se preparava para deixar a filha na escola, quando precisou voltar em casa, para buscar um objeto que havia esquecido. Ela pediu para a filha lhe aguardar em frente à residência, entretanto nunca mais a viu.  Francinaldo Marialva Pereira, de 25 anos, vizinho da criança, atraiu a menina para a sua casa, onde a violentou e a enterrou no quintal da própria casa.

    O caso aconteceu em junho de 2016, no bairro Novo Aleixo, zona Norte de Manaus. A princípio, Francinaldo chegou a prestar condolências à família e 'ajudou' nas buscas pela criança, mas dois dias depois o corpo da menina foi encontrado. O homem foi preso e condenado a 42 anos e seis meses de prisão. 

     

    Titular da Delegacia Especializada em Proteção à Criança e ao Adolescente
    Titular da Delegacia Especializada em Proteção à Criança e ao Adolescente | Foto: Divulgação

    Polícia faz alerta 

    Segundo a delegada Joyce Coelho, titular da Delegacia Especializada em Proteção à Criança e ao Adolescente (Depca), as crianças sempre deixam transparecer indícios de que estão sendo vítima de agressão.

    "Os pequenos sempre demostram sinais de que estão sofrendo algum tipo de violência: seja por rejeição a alguém, ou quando reclamam da companhia de uma determinada pessoa. Além disso, hematomas no corpo também são evidências muito importantes. Então, é importante sempre atentar-se a essas pequenas queixas dos menores, e nunca minimizar as reclamações", afirmou a delegada ao Em Tempo.  

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