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    Caso Gabriel


    MP-AM irá investigar circunstâncias da morte de Gabriel no Iranduba

    Na manhã desta quinta-feira (29), vizinhos e familiares de Gabriel, realizaram uma manifestação no momento em que o menino foi sepultado

    Conforme Abinader, um procedimento investigatório criminal foi instaurado | Foto: Suyanne Lima

    IRANDUBA (AM) -  O Ministério Público do Amazonas (MP-AM) se manifestou na tarde desta quinta-feira (29), por meio do promotor de Justiça Leonardo Abinader Nobre e afirmou que irá investigar as circunstâncias da morte de Gabriel Santos Lima, de 12 anos, ocorrida após uma ação policial no Distrito de Cacau Pirêra, em Iranduba (distante a 27 quilômetros de Manaus). 

      Conforme Abinader, um procedimento investigatório criminal foi instaurado nesta quinta-feira (29) pela promotoria de Justiça da Comarca de Iranduba. O menino foi vítima de disparos de arma de fogo, conforme informado no relatório do Instituto Médico Legal e teve o corpo encontrado um dia após desaparecer nas águas em um tiroteio nas redondezas da casa onde morava.  

    "A partir de agora, procederemos a instrução deste procedimento coletando informações, provas e ouvindo testemunhas e os envolvidos. Esperamos em breve dar uma resposta à sociedade Irandubense. Contem com o Ministério Público", finalizou o promotor. 

    Na manhã desta quinta-feira (29), vizinhos e familiares de Gabriel, realizaram uma manifestação no momento em que o menino foi sepultado. Lágrimas no rosto, gritos de revolta e pedidos de justiça eram visíveis nos rostos de cada um. Mais de 50 pessoas reivindicaram a soltura do padrasto do menino e a também a investigação sobre os policiais que, possivelmente, atiraram contra o menino.

    "Gabriel era um menino muito bom, o sonho dele era ser jogador de futebol. Para nós, a morte dele é uma grande tristeza. Não queremos generalizar a ação geral de todos os policiais, mas se esses que foram onde ele morava erraram, precisamos pedir que o poder público possa se manifestar nessa causa. Isso não pode acontecer, uma criança de bem que teve o sonho ceifado no início da carreira. A sociedade clama para que a Justiça seja feita", declarou o presidente da escola de futebol onde Gabriel treinava, Luiz Augusto Mendes.

    O caso 

      O menino pulou no rio, nas proximidades da casa onde morava, durante um tiroteio, no Distrito de Cacau Pirêra, na tarde de terça-feira (27) e o corpo dele foi encontrado na manhã de quarta (29).  

    De acordo com informações da família da vítima e vizinhos próximos, policiais civis chegaram ao local atirando contra as casas, localizadas na rua 7, bairro Cidade Nova. Gabriel se assustou e pulou no rio.

    Quando o menino pulou no rio, segundo testemunhas, os policiais atiraram na direção dele, que acabou baleado e não conseguiu retornar à superfície. 

    Família fala das marcas de bala

    Em um dos vídeos, do momento que o adolescente foi encontrado, é possível ver as perfurações pelo corpo do garoto. "Isso são marcas de tiros. Olha o que a polícia fez com o meu filho", relata o pai do menino aos prantos.

    Os moradores do local, revoltados com a morte de Gabriel, também confirmam a versão da família. "Os policiais chegaram atirando na direção das casas. Todos ficaram assustados e o Gabriel pulou no rio, mas não retornou. Ele é era só uma criança, não tinha culpa de nada, um inocente. Não somos bandidos", afirmou um dos moradores da área.

    Em nota, a Secretaria de Segurança Pública do Amazonas (SSP-AM) informou que o titular da pasta, coronel Louismar Bonates, determinou à Corregedoria Geral do Sistema de Segurança a abertura de uma apuração sobre as denúncias sobre a ocorrência que resultou na morte de Gabriel.

    Capa do Vídeo
    Promotor de Justiça Leonardo Abinader Nobre | Autor: Divulgação
     

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