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    Acerto de contas


    Sete corpos são encontrados em vala de suposto tribunal do crime

    Segundo a polícia, o local era usado como “Tribunal do Crime”, e alguns cadáveres aparentavam estar enterrados na área há pouco tempo

    | Foto: Divulgação

    Os corpos de sete pessoas, mortas a enxadadas, foram encontrados no domingo (22) em uma área de mata localizada no município de Mogi das Cruzes, em São Paulo. Segundo a polícia, o local era usado como “Tribunal do Crime”, e alguns cadáveres aparentavam estar enterrados na área há pouco tempo.

    “Tribunal do crime” é o termo do linguajar policial usado para nomear julgamentos clandestinos realizados por membros de facções criminosas.

    Os corpos estavam enterrados em uma área de mata no bairro do Botujuru. Eles foram encontrados pelos agentes da Guarda Civil Municipal que patrulhavam a região.

    A polícia acredita que as vítimas foram mortas com golpe de enxada. No local havia ainda pá e foice, além de cordas e fios usados para amarrar as mãos das vítimas. De acordo com a polícia, são seis homens e uma mulher.

    Três corpos identificados

    Em entrevista à imprensa, o legista e diretor do Instituto Médico Legal (IML) de Mogi das Cruzes, Zeno Morrone, explicou que a identificação dos três corpos foi realizada por meio das impressões digitais.

    Segundo ele, os familiares foram até o IML e informaram as características físicas de parentes desaparecidos. Em três casos, as informações coincidiram com as características. Os documentos apresentados pela família foram enviados junto às impressões digitais. O resultado foi positivo para os três casos.

    "Em outros dois corpos, devido ao avançado estágio de decomposição, enviamos para o IML na capital, porque precisam passar pelo setor de antropologia. Há ainda outros dois corpos que devem ficar aqui com a gente pode mais umas 48 horas, para ver se é possível identificar pelas digitais", detalhou o legista.

    O delegado Rubens José Angelo, titular do Setor de Homicídios e Proteção à Pessoa (SHPP) de Mogi, disse que o primeiro passo da investigação é a identificação dos mortos. A partir daí, a polícia busca quem foi o autor do crime. Os parentes das vítimas identificadas também começam a ser ouvidos, a fim de coletar provas.

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