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    Morte


    Veja últimos momentos de vida de japonesa que foi estuprada e morta

    Na imagem, vítima aparece caminhando com colchonete usado para meditação. Jovem foi preso e confessou que roubou, abusou sexualmente e matou, com um golpe na cabeça, Hitomi Akamatsu

    A vítima foi enforcada e estuprada
    A vítima foi enforcada e estuprada | Foto: Divulgação

    Um vídeo divulgado nesta sexta-feira (27) registrou a japonesa Hitomi Akamatsu, de 43 anos, no momento em que caminhava para a cachoeira da Casa Dom Inácio de Loyola, em Abadiânia, no Entorno do Distrito Federal, onde foi assassinada. Conforme a delegada Isabella Lima e Silva, o vídeo mostra a vítima momentos antes de ela ser estuprada e morta.

    A vítima, que vestia uma roupa branca, levava um colchonete usado para momentos de meditação. A mesma câmera de segurança registrou, menos de uma hora depois, Rafael Lima Costa, de 18 anos, passando pelo local no sentido contrário ao feito pela japonesa, no dia 10 de novembro. Ele havia acabado de cometer o crime e deixava a cachoeira em que matou Hitomi, segundo a polícia. 

    No vídeo em que o jovem aparece, ele pedala uma bicicleta e carrega uma roupa branca que pertencia à vítima, de acordo com as investigações.

    O corpo de Hitomi só foi encontrado seis dias depois, quando foi levado ao Instituto Médico Legal (IML), de Anápolis para perícia.

    Estupro

    O resultado da perícia feita no corpo da japonesa apontou traumatismo craniano como causa da morte. Diante do laudo, a delegada interrogou novamente o investigado, que está preso e havia alegado morte por enforcamento. Foi quando ele admitiu ter roubado e estuprado a vítima antes de dar um golpe na cabeça dela para matá-la.

    “A morte foi causada por um traumatismo craniano, provocado provavelmente por um objeto contundente, que acredito ter sido uma pedra. Interrogamos o suspeito novamente, e ele acabou confessando que estuprou a japonesa. A intenção era roubá-la, mas ele a viu saindo da cachoeira de biquíni e acabou a estuprando", disse a delegada.

    A investigadora concluiu o inquérito na quarta-feira (25) e indiciou Rafael Lima Costa por latrocínio, estupro e ocultação de cadáver. Ela explicou, na ocasião, que o responsabilizou pelo abuso sexual com base na confissão dele, pois o corpo estava em avançado estado de decomposição, o que impossibilitou a realização do exame que poderia constatar o estupro.

    Nesta sexta-feira, a delegada informou que solicitou mais uma perícia em um short da vítima, que não foi totalmente carbonizado, para ter provas da versão do autor sobre o estupro. Ainda não há uma previsão de quando o resultado da perícia deve ficar pronto.

    Outras denúncias

    Quando era menor de idade, Rafael Lima já tinha sido investigado por dois atos infracionais cometidos contra uma mulher e uma adolescente. Os casos ocorreram em Abadiânia, mesma cidade onde a estrangeira foi assassinada.

    Como ele ainda era adolescente, a Justiça de Goiás não informou o andamento dos processos e se ele chegou a cumprir medida socioeducativa pelos atos.

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