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    Violência infantil


    Caso Henry: vereador Dr. Jairinho é preso suspeito da morte do enteado

    Para a polícia, o menino morreu em decorrência de agressões. Segundo os investigadores, Dr. Jairinho já tinha histórico de violência contra o menino

      

    A polícia investiga o crime de homicídio duplamente qualificado
    A polícia investiga o crime de homicídio duplamente qualificado | Foto: Divulgação

    A Polícia Civil do Rio de Janeiro prendeu na manhã de quinta-feira (8) o vereador Dr. Jairinho (Solidariedade) e a professora Monique Medeiros em investigação pela morte do menino Henry Borel, ocorrida no dia 8 de março. Padrasto e mãe da vítima, o casal foi preso preventivamente na casa de uma tia do político em Bangu, zona oeste do Rio de Janeiro.

    Os mandados com os pedidos de prisão pelo assassinato foram expedidos pelo 2º Tribunal do Júri. A polícia investiga o crime de homicídio duplamente qualificado - por motivo torpe e sem chances de defesa à vítima.

    Para a polícia, o menino morreu em decorrência de agressões. Segundo os investigadores, Dr. Jairinho já tinha histórico de violência contra o menino.

    Segundo a investigação, o parlamentar se trancou no quarto para agredir a criança com chutes e pancadas na cabeça um mês antes do crime —a mãe soube das agressões, ainda de acordo com a polícia.

    O casal também é suspeito de combinar versões e de ameaçar testemunhas para atrapalhar as investigações. A Polícia Civil ouviu ao menos 18 pessoas na investigação.

    Chegada à delegacia tem gritos de 'assassino' Um vídeo feito na entrada da 16ª DP (Barra), que investiga o caso, mostra o momento em que Dr. Jairinho e Monique foram conduzidos até a delegacia, algemados. "Assassino!", gritou um homem no momento em que o político era conduzido pelos investigadores, diante da presença da imprensa.

    A Polícia Civil do Rio irá conceder entrevista sobre o caso a partir das 11h na Cidade da Polícia, na zona norte carioca. A coletiva contará com as participações de Antenor Lopes (diretor de polícia da capital), Henrique Damasceno (delegado da 16ª DP, responsável pela investigação), Danilo Marques (diretor do Departamento-Geral de Polícia Técnico-Científica) e do promotor Marcos Kac.

    Procurada, a defesa do engenheiro Leniel Borel, pai de Henry, se posicionou sobre a prisão. "O Leniel não tem condições de falar, está chorando bastante. Daqui a pouco, a gente vai se pronunciar", disse o advogado Leonardo Barreto.

    *Com informações do site Uol

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