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    Tragédia


    Mãe que degolou filho em Manaus diz que foi ordenada por 'vozes'

    De acordo com a polícia, família alega que a suspeita sofria de transtornos mentais

    | Foto: Reprodução

    ManausDomingas Joseane Andrade Carvalho, de 40 anos, acusada de degolar o filho de um ano e cinco meses na própria residência, no bairro Jorge Teixeira, zona Leste de Manaus, disse em depoimento que vozes ordenaram que ela matasse a criança, pois o menino se transformaria em um dragão do mal e comeria as pessoas.

    De acordo com o delegado Miguel Ribeiro, interino no 30º Distrito Integrado de Polícia (DIP) e responsável pela prisão de Domingas, durante apuração com a família, a avó, que encontrou o corpo da criança, pensou que a suspeita havia ticado peixes e por isso realizaram a limpeza da pia, que estava coberta de sangue, e da faca utilizada para cometer o crime.

    "A avó viu a casa aberta, notou moscas saindo do local, encontrou o sangue e achou que era peixe, viu a faca e lavou a mesma,. Assim que pegou o saco, achou que eram restos de peixe e quando ia despejar o mesmo fora da casa percebeu que dentro estava a criança", explicou o delegado.

    Passagem pela polícia

    Segundo informações do delegado, a mãe do menino não tinha passagem pela polícia e durante a prisão não era possível notar sinais de remorso, pois a mesma aparentava estar em estado de transe durante toda a diligência.

    "Ela não tem passagem pela polícia, não há indicativos que fizesse o uso de algum entorpecente e não foi encontrado nada na casa. Eu fui ao local do crime e a interroguei. Há indícios que ela está passando por um surto psicótico. Isso se trata de uma tragédia social. Ela relata que não lembra o que houve e aparenta estar em transe", disse o delegado.

    Convívio familiar

    Ainda segundo o delegado, o marido relata que o convívio de Domingas com a família era normal, mas houve uma mudança quando a suspeita engravidou e teve o terceiro filho, que é a vítima degolada.

    "Desde que Domingas engravidou, ela começou a apresentar alguns sinais de transtorno, chegou a iniciar um tratamento médico com remédios mas por decisão própria parou a medicação por conta dos efeitos colaterais.E isso passou a causar problemas familiares e que tentaram tomar medidas, mas conta das condições financeiras não puderam fazer mais", explicou Miguel.

    Ao final da coletiva para apresentar informações sobre a morte desta criança de um ano e meio, que foi degolada pela própria mãe, o delegado disse que "Não cabe a polícia querer imputar de imediato alguma responsabilidade sobre a família. Se ocorreu alguma omissão por parte do pai ou de algum familiar isso vai ser esclarecido ao longo do inquérito, se tiver que indiciar ou não alguém a justiça o fará", finalizou o delegado 

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