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    Crime brutal


    Após programa, travesti é morta por cliente a tijoladas em Manaus

    A vítima foi encontrada morta por uma amiga que acionou a polícia. A DEHS investiga o caso

    A polícia investiga o caso | Foto: Divulgação

    Manaus - A tijoladas, uma travesti conhecida como "Mirlla" foi brutalmente assassinada na madrugada deste sábado (23), por volta das 4h, durante um encontro com um cliente na avenida Camapuã, Cidade Nova, Zona Norte de Manaus. A vítima era garota de programa e atendia os clientes naquela localidade. Uma amiga dela encontrou o corpo e chamou a polícia. 

    De acordo com investigadores da Delegacia Especializada em Homicídios e Sequestros (DEHS), o crime está sendo investigado e um parente da vítima procurou a especializada após saber do homicídio de Mirlla. No local do crime, um galpão abandonado, o corpo da vítima estava jogado, com o rosto totalmente desfigurado, informou a polícia. 

    O EM TEMPO entrou em contato com uma das amigas de Mirlla, que falou com exclusividade com a reportagem e explicou que o crime pode ter acontecido porque a vítima era travesti, o que caracteriza homofobia.

    Yasmim A. G confirmou ao EM TEMPO que a amiga era garota de programa e na madrugada do sábado estava no local atendendo os clientes.

    "Nós estamos pensando na hipótese de homofobia. Conheço a Mirlla desde 2016 e ela sempre fazia programa naquela região. Possivelmente, ela foi atender alguém achando que era um cliente e foi assassinada de forma brutal. Esperamos que a Justiça seja feita e a polícia trabalhe para solucionar o caso", explicou Yasmim bastante emocionada. 

    Associação LGBT

    A representante da associação LGBT do Amazonas, Bruna La Close, falou ao EM TEMPO sobre a morosidade dos órgãos competentes em resolverem casos de homofobia, como o da travesti assassinada na madrugada deste sábado. La Close cobra mais atuação da polícia em relação à resolução desses crimes.

    "Nós precisamos da polícia mais atuante nesses casos. Somos um dos estados que mais mata LGBTs no Brasil. As pesquisas mostram isso, e é uma vergonha para o Amazonas. Infelizmente, é mais um LGBT que morre por conta de um crime, por conta da homofobia. Nós esperamos uma decisão justa e honesta da corte do STF", disse Bruna. 

    Sem data de volta

    O presidente do Supremo Tribunal Federal (STF), Dias Toffoli, disse na última sexta-feira (22), que não pode confirmar quando a pauta sobre a criminalização da homofobia deve voltar a Corte, mas afirmou que deve voltar ainda neste semestre.

    “Isso ainda vai ser definido, ainda vou estudar”, falou Toffoli. Quatro ministros já votaram a favor da criminalização da homofobia. 

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