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    Zona Norte de Manaus


    Cacique tem casa invadida e é morto a tiros na frente da família no AM

    Mulher e filha assistiram o indígena ser assassinado com quatro tiros dentro de casa, em Manaus

    Vítima estava dormindo, quando os criminosos chegaram na casa
    Vítima estava dormindo, quando os criminosos chegaram na casa | Foto: Josemar Antunes/Em Tempo

    Manaus - O cacique Francisco de Souza Pereira, de 53 anos, da etnia Tucano, foi assassinado com quatro tiros, na madrugada desta quarta-feira (27), na comunidade indígena "Urucaia", no bairro Nova Cidade, Zona Norte de Manaus. 

    O crime ocorreu por volta de 1h. Francisco estava dormindo com a esposa e uma filha, quando a casa, situada na rua Bahia, foi invadida por três homens encapuzados. 

    A dona de casa Dulcinéia Ferreira Lima, de 53 anos, disse que o esposo foi chamado pelo nome. Ao atender, um dos homens encapuzados deu um pisão na porta e, em seguida, Francisco implorou pela vida da esposa e da filha. 

    "Os assassinos chamaram o meu marido de "safado" e ordenaram que ele calasse a boca. Ainda cheguei a pôr minha mão na boca dele, mas foi quando um dos homens efetuou dois tiros. Depois disso, protegi minha filha", disse a esposa do cacique. 

    Crime ocorreu no bairro Nova Cidade, Zona Norte de Manaus
    Crime ocorreu no bairro Nova Cidade, Zona Norte de Manaus | Foto: Josemar Antunes/Em Tempo

    Após o crime, os assassinos levaram três celulares da família e fugiram em um carro, de características não reconhecidas, que estava estacionado na entrada da rua. Durante a fuga, um dos suspeitos ainda chegou a efetuar um disparo para o alto. 

    A perícia criminal do Departamento de Polícia Técnico-Científica (DPTC) confirmou que o imóvel não apresentava sinais de arrombamento. Francisco foi atingido à queima-roupa com dois tiros na cabeça e dois no peito. Os disparos partiram de um revólver calibre 38. 

    Dulcinéia foi questionada se o marido recebia ameaças de morte e permaneceu em silêncio por alguns instantes. Segundo ela, Francisco trabalhava como líder de terras indígenas e coordenava 42 aldeias na região. 

    Um morador, que preferiu não se identificar, relatou que Francisco morreu porque teria impedido vendas de entorpecentes na comunidade indígena. Desde então, passou a ser intimado pelos traficantes de drogas da área. 

    O corpo foi removido ao Instituto Médico Legal (IML). O caso será investigado pela Delegacia Especializada em Homicídios e Sequestros (DEHS). 

    Edição: Isac Sharlon

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