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    Investigação


    Morto em escada do São Jorge tinha perfurações de tiros, diz família

    A vítima foi encontrada morta na manhã desta quinta-feira (25). O homem estava jogado nos degraus da escada de um beco na rua Barão de Rio Branco, no bairro São Jorge

    Inicialmente testemunhas afirmaram que Célio estava embriagado e teria escorregado em uma escada
    Inicialmente testemunhas afirmaram que Célio estava embriagado e teria escorregado em uma escada | Foto: Marcely Gomes

    Manaus - Enquanto aguardavam a liberação do corpo do pedreiro Célio Moraes da Silva, 45, no Instituto Médico Legal (IML), a família da vítima informou ao Em Tempo que o caso não se trata de um acidente, e, sim, de um homicídio. A vítima foi encontrada morta na manhã desta quinta-feira (25). O homem estava jogado nos degraus da escada de um beco na rua Barão do Rio Branco, no bairro São Jorge, Zona Oeste de Manaus.

    Segundo uma sobrinha do pedreiro, que pediu anonimato, pelo menos duas perfurações de tiros foram identificadas pela polícia quando o corpo ainda se encontrava no local do crime. 

    "Os policiais queriam que o corpo do meu tio fosse removido pelo S.O.S Funeral da prefeitura, porque até então não era morte violenta. Devido à greve os peritos não foram no local, então o delegado virou o corpo e achou as marcas de tiros na cabeça e tivemos que esperar a remoção do IML, pois teria que ser feito exame de necropsia", disse a mulher.

    O homem era acostumado a beber e chegar embriagado em casa
    O homem era acostumado a beber e chegar embriagado em casa | Foto: Marcely Gomes

    A sobrinha explicou que o IML demorou mais de seis horas para chegar no local do crime. A situação ocorreu devido à paralisação das atividades dos peritos que bloquearam a saída das viaturas do instituto como uma medida para cobrar melhores condições de trabalho na capital amazonense. "Encontraram meu tio morto às 5h30 e o IML só removeu por volta das 12h30. Revoltante", desabafou. 

    A mulher ainda se demonstrou surpresa sobre a forma que o tio foi morto. "Ainda não estamos acreditando. Não sabemos o que aconteceu. Ele era querido no bairro", disse. A reportagem aguarda a divulgação do resultado do exame de necropsia. 

    Entenda o caso 

    Inicialmente, testemunhas afirmaram que Célio estava embriagado e teria escorregado, batendo a cabeça nos degraus. Segundo a dona de casa Rose Marinho, que é vizinha de Célio e tinha-o como um parente, o homem era acostumado a beber e chegar embriagado em casa. Porém, ele evitava descer as escadas nessas condições, justamente para não correr o risco de cair. 

    "Sempre que chegava bêbado, ele dormia aqui na calçada e esperava se recuperar. Depois que estava melhor, aí que ele descia. Uma vez ele chegou a cair, ficou bastante ferido e nós cuidamos dele. Desta vez, infelizmente, ele não teve chance", lamenta a moradora. 

    O crime aconteceu em um beco na rua Barão de Rio Branco, no bairro São Jorge
    O crime aconteceu em um beco na rua Barão de Rio Branco, no bairro São Jorge | Foto: Marcely Gomes

    Outra vizinha, a dona de casa Sônia Bandeira, disse que conhecia a família da vítima e o próprio Célio há anos. Segundo ela, desde pequeno, ele sempre foi uma boa pessoa. "Ele já morava sozinho aqui há muito tempo, e trabalhava junto com meu marido. Meu marido gostava muito dele, era uma pessoa tranquila e não mexia com ninguém. Ele sempre confraternizava conosco em festas de fim de ano. Infelizmente, ele vai fazer muita falta para a vizinhança", comentou. 

    Edição: Lucas Vítor Sena

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