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    Narcotráfico


    Chefes do narcotráfico montam bases no Amazonas 

    Apreensão de drogas em região de mata no Amazonas | Foto: Divulgação

    Manaus - Desde a década de 70, o Amazonas está na rota do tráfico internacional de drogas. Segundo a polícia, os entorpecentes são oriundos da famosa tríplice fronteira (Colômbia, Peru e Brasil), além de países como Bolívia e Suriname, que também enviam produtos ilícitos pela região. Com essa problemática, há muito tempo sem solução para o Ministério da Justiça e Segurança Pública, a cocaína, maconha, oxi e pasta-base de cocaína passam muitas vezes despercebidas pelos rincões, rodovias e pelo ar, com pistas clandestinas ou até mesmo em aeronaves comerciais.

    De acordo com um agente da Polícia Federal (PF), que pediu para não ter o nome divulgado, normalmente, parte das drogas que são escoadas por barões do narcotráfico ficam em pequenos municípios do Amazonas e em bocas de fumo da capital amazonense. No entanto, outras remessas desses entorpecentes são encaminhadas para o Ceará, São Paulo, Rio de Janeiro, Pará e outros Estados brasileiros.

    “Com a expansão de grupos criminosos na Amazônia, várias rotas são realizadas pela Família do Norte (FDN), Comando Vermelho (CV) e Primeiro Comando da Capital (PCC), que são as três principais facções envolvidas diretamente com o tráfico de drogas. Por isso existe essa rivalidade e muitas mortes para quem envia mais drogas para outros centros urbanos. É um mercado altamente lucrativo para os criminosos. Não posso deixar de destacar que também existe um consórcio de traficantes no Estado, onde são divididos valores e carregamentos de entorpecentes”, afirma o policial, ressaltando que as drogas também são repassadas para a América do Norte (Estados Unidos da América), Europa (Portugal, Espanha, França, Irlanda e Reino Unido) e Ásia (China, entre outros).

    Exército fazendo operações na área da fronteira
    Exército fazendo operações na área da fronteira | Foto: Divulgação

    Conforme informações da Operação La Muralla, da Superintendência da Polícia Federal no Amazonas, os principais barões do tráfico de drogas do Amazonas são José Roberto Fernandes, o “Zé Roberto da Compensa”; Gelson Lima Carnaúba, o “Gelson Carnaúba”; e João Pinto Carioca, o “João Branco”, todos cumprindo penas em presídios federais. Dados da International Criminal Police Organization (Interpol) revelam também que o narcotraficante Norval Rodrigues dos Santos (natural de Benjamim Constant), envolvido com o tráfico de armas e drogas no Suriname, é procurado há muito tempo por escoar drogas para diversos lugares do mundo.

    Além do antigo gerente do Cartel de Cali (extinto grupo de traficantes da Colômbia em 1980) no Brasil, o narcotraficante Antônio Mota Graça, 63, conhecido como “Curica”, que briga na 2ª Câmara Criminal do Tribunal de Justiça do Amazonas (Tjam), por meio de um habeas corpus, no qual pede aos desembargadores a suspensão de pena do crime de tráfico de drogas que ocorreu em 2002.

    Relatório da ONU

    Segundo um relatório divulgado pela Organizações das Nações Unidas (ONU), o Brasil se tornou o principal centro de distribuição de cocaína, e outras drogas, na última década. O consumo desse entorpecente no Brasil é quatro vezes maior que a média mundial.

    Drogas encontradas durante ações do Exército
    Drogas encontradas durante ações do Exército | Foto: Divulgação

    Apreensão histórica

    No último dia 18 de abril, o Departamento de Investigação sobre Narcóticos (Denarc); a Delegacia Fluvial (Deflu) e o Grupo Força Especial de Resgate e Assalto (Fera) realizaram a apreensão de 1,2 tonelada de maconha do tipo skunk e de uma espingarda durante ação policial deflagrada no bairro Tarumã, Zona Oeste de Manaus. “Foram dois meses de investigações, fazendo uso de toda a tecnologia que nós dispomos, juntamente com a Secretaria-Executiva-Adjunta de Inteligência (Seai), vinculada à Secretaria de Estado de Segurança Pública do Amazonas (SSP-AM). Os métodos usados não podemos detalhar nesse tipo de caso”, declarou o delegado-geral da Polícia Cvil do Amazonas (PCAM) Lázaro Ramos.

    De acordo com o delegado Paulo Mavignier, a mercadoria ilícita foi encontrada em uma lancha escondida nas proximidades da Praia da Lua, no bairro Tarumã, zona oeste da capital. Além de pouco mais de uma tonelada de maconha do tipo skunk, uma espingarda foi apreendida ao longo dos trabalhos. As equipes policiais montaram campana no local após o recebimento de delações sobre movimentações suspeitas no lugar.

    “Recebemos a informação de que a substância ilícita seria guardada em um lugar perto à Praia da Lua. O entorpecente veio em uma lancha maior e foi depositado no fundo de um igarapé, onde estavam mais duas lanchas e um bote, com ocupantes vigiando o carregamento. Equipes do Denarc, Grupo Fera e da Deflu fizeram a incursão no local e, felizmente, conseguimos encontrar a droga, avaliada em R$ 6 milhões”, declarou Mavignier. O diretor do Denarc destacou que ao perceberem a aproximação dos policiais civis no lugar, os ocupantes das embarcações empreenderam fuga, entrando na mata e deixado para trás o carregamento da mercadoria ilícita. A droga, segundo Mavignier, veio do município de Maraã (a 634 quilômetros a da capital).

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