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    Indignação


    Homem que tentou matar a ex é condenado por lesão corporal

    Indignada, a mãe da vítima postou nas redes sociais o resultado do júri. O réu foi condenado a cumprir dois anos de prisão em regime aberto

    A defesa alegou que a manicure perseguia o homem
    A defesa alegou que a manicure perseguia o homem | Foto:

    Nessa quinta-feira (23), Marcos Cezar de Oliveira Vera, 29 anos, que respondia por tentativa de homicídio, teve o crime rebaixado para lesão corporal dolosa pela 1ª Vara Criminal de Aquidauana.  Segundo denúncia, o acusado imobilizou e agrediu a companheiro dele, uma manicure de 31 anos, após uma briga. O crime ocorreu no dia 29 de novembro de 2009, em Aquidauana, a 131 km de Campo Grande (MS). As informações foram obtidas pelo Portal Campo Grande News.

    Na denúncia, a manicure disse que voltava para casa de motocicleta quando foi surpreendida por Marcos perguntando “Você vai ficar comigo?”. Após recusa, a vítima fugiu em direção ao orelhão mais próximo com intenção de ligar para polícia, pois duas semanas antes já havia registrado um boletim de ocorrência contra Marcos, por perturbação, alegando que ele não parava de procurá-la, querendo reatar a relação.

    Ao alcançar a manicure, Marcos disse que não queria fazer mal, apenas conversar. No depoimento, a mulher disse que ele pegou a carteira e a chave do veículo que ela estava, correu e jogou em uma área escura.

    Na ocasião, Marcos a agarrou por trás e tentou torcer o pescoço da jovem e, com a outra mão, segurava o nariz dela. Na luta, a manicure o arranhava e tentava mordê-lo. Um casal passava próximo e ouviu os gritos de socorro. O homem foi em busca de ajuda e a mulher ficou escondida.

    Mãe da vítima postou depoimento indignado com resultado do julgamento.
    Mãe da vítima postou depoimento indignado com resultado do julgamento. | Foto: Reprodução

    Segundo a Polícia Militar de Mato Grosso do Sul (PM-MS), Marcos estava sobre os ombros da jovem quando a equipe chegou. De acordo com as testemunhas, ele teria dito que “se eles não tivessem chegado, ele não saberia o que poderia ter acontecido”.

    A vítima sofreu cortes nos lábios, língua e diversos hematomas no rosto e no olho direito. Marcos foi denunciado pelo MPE (Ministério Público Estadual) no dia 1º de dezembro de 2009 por homicídio simples. Preso em flagrante e liberado no dia 31 de dezembro daquele ano, passando pouco mais de 40 dias na cadeia.

    No decorrer do processo, a defesa alegou que a manicure o perseguia e que o boletim de perturbação registrado por ela foi arquivado, por falta de provas.

    Sentença

    Quase dez anos após o ocorrido, o caso foi encerrado com o julgamento de Marcos por lesão corporal grave. A pena base foi de dois anos de prisão, sendo reduzida a um ano e oito meses, decorrente da confissão das agressões. Porém, usou a Lei Maria da Penha para caracterizar a violência doméstica contra mulher, tornado a condenação definitiva em dois anos, dois meses e 20 dias de reclusão. Por ser pena não superior a quatro anos, foi enquadrado no regime aberto.

    Indignação

    A mãe da vítima usou as redes sociais para mostrar sua decepção com o desfecho do caso e a publicação já ultrapassa 3 mil compartilhamentos. “A defesa do réu, durante 1h30m tentou e conseguiu convencer os jurados de que o "suposto comportamento errôneo" da minha filha em relacionamentos passados seria a causa das agressões (...) Relato de uma mãe triste e se sentindo incapaz e impotente, mas que crê na justiça de Deus”, descreveu ela em um perfil na internet.

    Edição: Isac Sharlon

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