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    Rebelião no Compaj


    Sem informações, familiares de presos do Compaj fecham BR-174

    Os familiares, que estavam dentro do presídio no momento do início da rebelião, chegaram a jogar garrafas e pedras nas viaturas

    Familiares jogaram garrafas na
    Familiares jogaram garrafas na | Foto: Reprodução


    Manaus - Dezenas de familiares protestam contra a Secretaria de Estado de Administração Penitenciária (Seap) em frente ao Complexo Penitenciário Anísio Jobim (Compaj), na tarde deste domingo (26), horas após o início da rebelião que deixou, pelo menos, 10 mortos. 

    Eles reclamam que o órgão não se pronuncia sobre a situação dos presos e nem divulga as identificações dos mortos. Os familiares fecharam a rodovia e chegaram a jogar garrafas em direção das viaturas policiais. 

    "Eles (detentos) têm família, o que estão fazendo é desumano", revelou a esposa de um preso que não quis ter o nome divulgado. O marido dela está preso há dois anos pelo crime de tráfico de drogas. 

    Após a entrada de um carro da Seap, os familiares ensaiaram uma entrada forçada pelo portão principal do presídio e exigiam a presença da Comissão de Direitos Humanos na Ordem dos Advogados do Brasil, Seccional Amazonas (OAB-AM). Eles ainda colocaram pedaços de madeira e ganhos para formar uma barricada na principal via de acesso. Eles chegaram a atear fogo nos objetos.

    Mães, esposas e filhas de detentos chegaram a passar mal durante a manifestação. Aos prantos, algumas mulheres deixaram o Compaj após serem liberadas pela força de segurança. Ao Em Tempo, elas garantiram que não houve reféns. "Os alvos eram os próprios presos", relatou uma delas.

    A Seap falou, por meio de nota, que o Grupo de Intervenção Prisional (GIP), companhia do Batalhão de Choque da Polícia Militar, foi acionado pela Secretaria de Administração Penitenciária (Seap) para atuar no Complexo Penitenciário Anísio Jobim (Compaj), onde estava acontecendo uma briga entre presos. 

    Os policiais fizeram a intervenção no presídio, por volta do meio dia. A situação está controlada, com reforço de policiamento nas muralhas, nos ramais de acesso e na estrada. Ainda está sendo feito o levantamento sobre as mortes. 

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