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    Rebelião


    Primeiro preso morto no Compaj foi executado na frente da esposa

    “Os presos do PCC ficaram frente a frente com a FDN", afirma uma fonte. Após a morte do primeiro detento, os ânimos ficaram alterados dentro do presídio no Amazonas

    A rebelião teria iniciado por desentendimento entre facções
    A rebelião teria iniciado por desentendimento entre facções | Foto: Izaías Godinho


    Manaus - Neste domingo (26), os familiares dos detentos do Complexo Prisional Anísio Jobim (Compaj) estiveram no quilômetro 8 da Br-174 para obter informações a respeito dos familiares que cumprem pena no local. Familiares, que visitavam presos, viram o momento em que o primeiro detento morto foi executado na frente da esposa e isto teria "aumentado os ânimos" dentro da unidade prisional.

    De acordo com informações extraoficiais, a rebelião teria iniciado por desentendimento entre facções. Segundo uma fonte, a Secretaria de Administração Penitenciária (Seap) retirou detentas que cumpriam pena em regime fechado no Compaj e colocou todas no Centro de Detenção Provisória Feminino (CDPF), e cedeu o presidio feminino do Compaj aos detentos ligados ao PCC.

    “Os presos do PCC ficaram frente a frente com a FDN, divididos apenas por um muro.  Eles começaram a fazer uma série de concessões, como a entrada de ranchos que estavam devidamente controladas . É lógico que iria resultar em uma rebelião. Desde quando preso cumpre palavra?”, frisou a fonte. 

    Durante o dia, cerca de 500 familiares estiveram no local e, aos gritos, muitos solicitaram a presença do Direitos Humanos
    Durante o dia, cerca de 500 familiares estiveram no local e, aos gritos, muitos solicitaram a presença do Direitos Humanos | Foto: Izaías Godinho

    Reclamações

    Durante o dia, cerca de 500 familiares estiveram no local e, aos gritos, muitos solicitaram a presença do Direitos Humanos por alegarem que estavam sendo impedidos de entrar no Compaj.

    De acordo com um policial da Força Tática Nacional, responsável pela segurança externa no presídio, a informação inicial é que a rebelião se propagou após um detento ser morto na frente da esposa dele durante o horário de visita.

    Conforme os familiares, os internos estariam sofrendo com maus tratos e esse pode ter sido outro fator que originou o desentendimento entre eles.

    "O meu filho me disse que quando foi almoçar, tinha um pedaço de luva na comida. Ele também apanha muito aí dentro" afirmou a mãe de um detento que não quis se identificar. 

    Até o momento, a Secretaria de Administração Penitenciária (Seap) está apurando a causa da rebelião. Três veículos do Instituto Médico Legal (IML) foram encaminhados ao local para realizar as vistorias e remoção dos corpos. Estima-se que mais de 10 detentos tenham morrido na rebelião.

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