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    Suspensão


    Seap suspende visitas ao Compaj após morte de detentos

    As mortes foram causadas por asfixia e por estocadas com cabos de escovas de dentes

    Familiares ficaram revoltados porque não tinha notícias sobre a identificação dos mortos | Foto: Josemar Antunes

    Manaus - Em coletiva, o secretário estadual de Administração Penitenciária (Seap), tenente-coronel Marcus Vinicius Almeida, confirmou que as mortes foram causadas por asfixia e por estocadas com cabos de escovas de dentes. Marcus Vinicius Almeida ainda ressaltou que a visitação no Complexo Penitenciário Anísio Jobim (Compaj) está suspensa até segunda ordem. 

    O coronel disse que a ação da Polícia Militar e do Grupo de Intervenção Penitenciária (GIP) durou cerca de 40 minutos. Almeida, no entanto, não confirmou o que causou o conflito, e ainda salientou que a matança em dia de visitas foi uma surpresa para as equipes.

    Familiares atearam fogo em madeiras e plásticos durante a tarde
    Familiares atearam fogo em madeiras e plásticos durante a tarde | Foto: Josemar Antunes


    "Não foi rebelião. Foi uma briga entre internos. O Estado não reconhece facções criminosas, então não podemos dizer que foi uma briga de facções. O que podemos dizer é que é uma regra do crime que não haja mortes em dia de visitas, e isso aconteceu hoje, o que nos deixa ainda mais alertas para ações futuras".

    De acordo com ele, todas as mortes aconteceram nas instalações do regime fechado, e os tiros dados pela PM não foram contra os detentos. "Não houveram reféns, não houveram mortes de visitantes, nem nada disso, e os únicos disparos feitos pela PM foram do helicóptero da Polícia, e foram tiros de contenção. Além disso, estamos monitorando as demais unidades, e está tudo sob controle", completou.

    Veja entrevista do secretário durante coletiva: 


    Edição: Bruna Souza

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