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    Disputa de poder


    Briga interna de facção é causa de chacina em presídios, diz MP

    O Ministério Público afirmou que a chacina ocorrida nesta segunda-feira (27) nas unidades prisionais de Manaus foi causada por uma disputa interna de liderança de uma facção criminosa

    | Foto: Lucas Vítor Sena/EM TEMPO

    Manaus - A procuradora geral de Justiça, Leda Mara Albuquerque, afirmou que a chacina ocorrida nesta segunda-feira (27) nas unidades prisionais de Manaus foi causada por uma disputa interna de liderança de uma facção criminosa. A afirmação foi feita durante coletiva de imprensa na sede do Ministério Público do Amazonas (MP-AM), na Zona Oeste da capital.

    Segundo a procuradora, o MP instaurou já nesta segunda-feira dois procedimentos: um de acompanhamento e outro investigatório criminal. O primeiro, acompanhará as ações que o governo do Estado deverá tomar a partir de agora com relação ao sistema prisional, e o segundo deve apurar devidamente as causas que levaram ao massacre.

    "Nós também encaminhamos um pedido ao ministro Sérgio Moro para que uma força-tarefa de intervenção penitenciária do Depen [Departamento Penitenciário Nacional] faça uma intervenção no sistema prisional. Essa intervenção não quer dizer que o sistema carcerário vai ficar a cargo do governo federal, mas sim que o Depen vai enviar agentes de todo o país para sentar com a Seap para fazer as melhorias necessárias no sistema", afirmou.

    Disputa

    Leda Mara ressaltou que o massacre foi causado por uma disputa interna de liderança em uma única facção criminosa. Segundo ela, o Ministério Público já solicitou a transferência de líderes de facções do Amazonas para presídios federais. "Não houve confronto entre facções, e é isso o que sabemos até aqui. Esses episódios iniciaram no dia de ontem (domingo), e vamos continuar apurando essas causas", afirmou.

    A chefe do MP ainda salientou que cinco promotores de Justiça que atuam na área de execução penal estiveram nas unidades prisionais, e presenciaram algumas situações de confronto. Segundo ela, a Força Nacional tem uma atuação limitada dentro do presídio.

    "Tivemos mortes de presos dentro das suas celas por estrangulamento e por estocadas, tanto com escovas de dentes como por ferro. Penso que uma ação mais contundente e mais eficaz, principalmente da Força Nacional, pudesse ter evitado essa situação que tivemos hoje".

    Entenda

    Ao todo, 40 detentos morreram na chacina registrada em quatro unidades prisionais nesta segunda-feira (27). A Secretaria de Estado de Administração Penitenciária (Seap) divulgou a lista com os nomes de 40 mortos e um ferido na noite desta segunda-feira (27). 

    | Foto: Luis Henrique Oliveira

    Sob choros e gritos de desespero, familiares dos presos receberam a lista por policiais da Força Nacional. As mortes foram registradas no Instituto Penal Antônio Trindade (Ipat), no Centro de Detenção Provisória Masculino 1 (CDPM 1), na Unidade Prisional do Puraquequara (UPP) e no Complexo Penitenciário Anísio Jobim (Compaj). Em dois dias, o total de detentos mortos chega a 55.

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