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    Rebelião


    Polícia atirou em detentos que tentavam fazer agentes reféns no AM

    No momento que a polícia entrou na unidade prisional, os internos tentaram fazer agentes de ressocialização de reféns, mas foram contidos pela polícia que precisou atirar

    Tropa de choque da polícia na entrada da unidade prisional | Foto: Josemar Antunes

    Manaus - Dois detentos do Centro de Detenção Provisória Masculino 1 (CDMP 1) foram baleados após tentarem fazer agentes de ressocialização reféns durante a rebelião na última segunda-feira (27).

    No momento que equipes do Grupo de Intervenção Penitenciária (GIP) e do Batalhão de Choque da Polícia Militar entraram na unidade prisional os dois detentos tentaram fazer agentes de reféns, mas foram contidos por tiros. Eles foram encaminhados para o Hospital Delphina Rinaldi Abdel Aziz, em seguida foram encaminhados para o João Lúcio, na Zona Leste. 

    Outro detento do Instituto Penal Antônio Trindade (Ipat) também foi levado para o João Lúcio com uma perfuração de faca no pescoço. Além dos internos, um agente penitenciário foi vítima de agressão física. 

    De acordo com a Secretaria de Segurança Pública do Amazonas (SSP),o monitoramento da inteligência e a intervenção rápida da Secretaria de Administração Penitenciária (Seap) evitaram que o número de presos mortos fosse ainda maior.

    Segundo o titular da Seap, coronel Vinicius Almeida, os presos estavam na tranca e algumas possíveis vítimas identificadas, cerca de 200, foram trocadas de celas.

    Reforço da polícia na entrada dos presídios
    Reforço da polícia na entrada dos presídios | Foto: Josemar Antunes

    No início da tarde, policiais começaram a ocupar os presídios para separar outros presos jurados de morte. 

    “Detectamos através da inteligência que estava se preparando mais uma ação dentro da cadeia para cometer mais crimes. Todas as cadeias estavam trancadas e a ação imediata foi deslocar a tropa de choque em todas as celas. Começamos no CDP e depois nos demais presídios. Enquanto a tropa avançada, eles matavam as pessoas por mata leão, dentro das celas”, disse o secretário de administração penitenciária.

    A reportagem entrou em contato com a Susam para saber o estado de saúde dos detentos e do agente de ressocialização e aguarda a resposta.

    Detentos identificados 

    Todos os membros das celas onde ocorreram mortes já foram identificados e serão incluídos no inquérito aberto pela Polícia Civil. Possíveis líderes dessa briga já foram identificados.

    Briga interna na FDN

    De acordo com a Seap, as mortes registradas nos presídios de Manaus seriam motivadas por um racha entre presos que integravam a facção criminosa Família do Norte (FDN).

    “Atuamos preventivamente para retirar as pessoas que poderiam ser vitimadas e o fizemos ao longo de todo o dia. O monitoramento da situação do sistema prisional continua sendo feito, com reforço policial nas áreas externas de todo o sistema. As mortes registradas foram por asfixia, e uma pequena parte por uso de estoques”, disse.

    Não teve fuga

    A Seap informa que não houve registro de fuga, nem de reféns e nem utilização de armas de fogo e facas nas ações criminosas. O secretário de administração penitenciária do Amazonas anunciou que as visitas em todas as unidades prisionais da capital estão suspensas pelos próximos 30 dias.

     Total de mortos

    Número de detentos mortos: 40

    Instituto Penal Antônio Trindade (IPAT): 25 detentos

    Complexo Penitenciário Anísio Jobim (Compaj): 4 detentos

    Centro de Detenção Provisória Masculino 1 (CDPM1): 5 detentos

    Unidade Prisional do Puraquequara (UPP): 6 detentos.

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