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    Presos sepultados


    Corpos de detentos mortos no Compaj começam a ser enterrados, no AM

    Os corpos estão sendo sepultados nas quadras 56 e 57 do Cemitério Parque Tarumã, na Zona Oeste de Manaus

    Corpos de detentos do Compaj começam a ser sepultados no Tarumã | Foto: Marcely Gomes

    Manaus - Dos quinze detentos mortos na chacina do último domingo (26) no Complexo Penitenciário Anísio Jobim (Compaj), 12 já foram sepultados nos Cemitérios Parque de Manaus e Nossa Senhora Aparecida, ambos localizados na avenida do Turismo, bairro Tarumã, Zona Oeste de Manaus.

    Após três dias da rebelião no Compaj, que resultou a morte de 15 detentos que cumpriam pena em regime fechado, os corpos já começaram a ser sepultados no cemitério conhecido antigamente por Parque Tarumã.

    De acordo com o fiscal de campo do cemitério, Aldeir Silva, os corpos estão sendo colocados em covas rasas e túmulos simples nas quadras 56 e 57, porém há alguns que estão sendo enterrados em outras quadras por conta da família já ter reservado antecipadamente.

    Covas sendo preparadas
    Covas sendo preparadas | Foto: Marcely Gomes

    “A maioria está sendo enterrada nas quadras no fundo do cemitério, mas alguns estão espalhados por outras quadras porque a família já reservou há um tempo, os que foram condenados a cumprir um longo período de pena, por exemplo”, contou Aldeir.

    Segundo o agente funerário Nildo, dois corpos de detentos mortos na rebelião no Compaj serão sepultados na tarde desta terça-feira (29), às 15h, no cemitério Parque de Manaus. 

    Mortos

    Dos 40 detentos mortos na rebelião de segunda-feira (27), 39 ainda permanecem no Instituto Médico Legal (IML), sendo que 35 já foram identificados preliminarmente após a conclusão de exame de necropsia.

    Dois corpos serão sepultados nesta tarde
    Dois corpos serão sepultados nesta tarde | Foto: Marcely Gomes

    Os laudos necroscópicos devem ser concluídos, inicialmente, em 30 dias. O documento não é necessário para a liberação dos corpos, e sim para o inquérito sobre os homicídios, que está sendo conduzido pela Polícia Civil do Amazonas.

    Em quatro casos, ainda não foi possível fazer identificação por falta de prontuário civil para comparação da impressão digital, ou seja, a família não apresentou a identidade.

    Nesse caso, o IML deve realizar odontograma ou DNA para a identificação. Nestes, o IML está entrando contato novamente com as famílias para coleta de documentação que ajude na identificação.

    Atendimento às famílias 

    Nesta quarta-feira (29), a Secretaria de Estado de Assistência Social (Seas) está realizando o atendimento psicossocial das famílias. O trabalho reforça a ação desenvolvida no próprio IML.

    Coveiros realizando os trabalhos
    Coveiros realizando os trabalhos | Foto: Marcely Gomes

    No dia em que os crimes ocorreram, a direção da Instituição reuniu as famílias no auditório e explicou todos os procedimentos para a liberação dos corpos, pegou os contatos de familiares e informou que eles seriam acionados para receberem os corpos assim que todos os trâmites legais necessários para liberação fossem concluídos.

    O IML entrará em contato, a partir desta quarta-feira (29), com os familiares, à medida que a identificação for finalizada, para a liberação dos corpos.

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