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    Vídeo: empresa gastou quase R$ 900 milhões em presídios do AM

    Apesar do investimento, empresa não foi capaz de evitar massacres dentro de um período de dois anos

    Veja reportagem | Autor: Juliano Couto/TV Em Tempo

    Manaus - O governador do Amazonas, Wilson Lima que pediu ajuda ao governo federal em relação ao massacre ocorrido no domingo e segunda-feira em presídios do Amazonas visitou na última terça-feira (28) as unidades em que ocorreram as 55 mortes. 

    O sistema penitenciário do Amazonas foi posto novamente em cheque, dois anos depois do maior massacre registrado em presídios da capital.

    Marco Aurélio Choy, presidente da OAB-AM, criticou a empresa responsável pelos presídios
    Marco Aurélio Choy, presidente da OAB-AM, criticou a empresa responsável pelos presídios | Foto: Reprodução/TV Em Tempo

     

    Críticas à empresa

    A Ordem dos Advogados do Brasil no Amazonas (OAB-AM) ingressou com duas ações contra a empresa Umanizzare que presta serviços de apoio ao governo do Amazonas, na gestão dos presídios estaduais. A Ordem questiona a renovação do contrato do Amazonas com a empresa.

    O assunto também entrou em pauta na Assembleia Legislativa do Estado (Aleam). A deputada Joana D'arc (PR) afirma que o contrato com a Umanizzare precisa ser revisto o mais rápido possível, já o deputado Serafim Corrêa (PSB) encarou a situação como falência do sistema prisional do Amazonas.

    O presidente do Sindicato dos Servidores Penitenciários do Amazonas (Sinspeam), Rocinaldo Silva, disse que existe briga de facções dentro dos presídios.

    Umanizzare

    Em entrevista à imprensa no último dia 15 de maio, antes da rebelião, a Umanizzare esclareceu que não faz a segurança dos presídios, mas faz cogestão com o Governo do Amazonas. "No lado do Estado estaria o poder de polícia e a gestão da unidade. Já do lado da Umanizzare estariam as atividades meio, como manutenção predial, limpeza, alimentação, kits de entrada, hotelaria, roupagem e todo aparato previsto na lei de execução penal".

    Número de mortos é quase igual ao do massacre ocorrido em 2017
    Número de mortos é quase igual ao do massacre ocorrido em 2017 | Foto: Reprodução/TV Em Tempo

    Entenda o caso

    A crise no sistema prisional começou no último domingo (26), quando 15 detentos morreram no Compaj durante uma briga de facções no horário de visita.

    Na segunda-feira (27), mais 40 presos foram mortos. 25 no Instituto Penal Antônio Trindade (Ipat), cinco no Centro de Detenção Provisória Masculina 1 (CDPM-1), seis na Unidade Prisional do Puraquequara (UPP) e outros quatro no Compaj. Somando um total de 55 mortes em dois dias.

    Na manhã da última terça-feira, o governador do estado, Wilson Lima (PSC), e a cúpula da segurança do estado visitaram as unidades da BR-174 para verificar de perto a situação no local.

    Após a visita do governador às unidades prisionais, a Secretaria de Administração Penitenciária (Seap) se manifestou informando que o caso não se trata de uma rebelião, mas sim de uma briga interna. A Seap informou ainda que todas as vítimas fazem parte de uma mesma facção criminosa.

    Policiamento foi reforçado nos arredores dos presídios
    Policiamento foi reforçado nos arredores dos presídios | Foto: Reprodução/TV Em Tempo

    Força-tarefa

    Por meio das redes sociais, o ministro da Justiça e Segurança Pública, Sérgio Moro, confirmou o envio de uma força-tarefa de intervenção penitenciária para atuar nas unidades da capital, e também disponibilizou vagas nos presídios federais para a transferência dos líderes do massacre, que, segundo o governo do estado, já foram identificados.

    O número de viaturas e policiais no entorno dos presídios foi reforçado. As visitas foram suspensas por 30 dias. A movimentação maior agora é no Instituto Médico Legal (IML), onde os corpos estão sendo liberados aos familiares.

    Como o número de mortos foi grande e o IML não tem capacidade para armazenar todos, alguns caminhões frigoríficos foram cedidos para comportar os mesmos.

    Veja a reportagem completa da TV Em Tempo:

    Veja reportagem | Autor: Juliano Couto/TV Em Tempo
     

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