Fonte: OpenWeather

    Sistema Prisional


    Líder da FDN, 'Zé Roberto' pode voltar para Manaus em outubro

    Com exclusividade, o EM TEMPO teve acesso ao documento da Justiça Federal que aponta que o narcotraficante tem um prazo para ficar no presídio federal

    “Zé Roberto” e dentre outras lideranças da organização criminosa foram encaminhados para outros estados durante a operação La Muralla
    “Zé Roberto” e dentre outras lideranças da organização criminosa foram encaminhados para outros estados durante a operação La Muralla | Foto: Reprodução

    Manaus - No calor da crise do sistema penitenciário amazonense, o EM TEMPO teve acesso, com exclusividade, a informação que o narcotraficante José Roberto Fernandes Barbosa, o “Zé Roberto da Compensa”, um dos líderes da facção Família do Norte (FDN) pode voltar para uma das unidades prisionais do Amazonas, em outubro deste ano. 

    De acordo com a decisão do juiz Dalton Igor Conrado, da Justiça Federal, o narcotraficante tem um prazo para ficar no presídio federal de Campo Grande até o dia 29 de outubro de 2019.

    “Zé Roberto” e outras lideranças da organização criminosa foram encaminhados para outros estados durante a operação La Muralla da Superintendência da Polícia Federal no Amazonas. 

    Confira o Documento 

    O documento mostra que José Roberto Fernandes Barbosa, o “Zé Roberto da Compensa”, tem prazo até outubro para ficar no presídio federal
    O documento mostra que José Roberto Fernandes Barbosa, o “Zé Roberto da Compensa”, tem prazo até outubro para ficar no presídio federal | Foto: Thiago Monteiro

    Massacre nos presídios

    Conforme informações de policiais civis do Amazonas, uma briga entre os narcotraficantes João Pinto Carioca, o “João Branco” e “Zé Roberto da Compensa” desencadeou no assassinato de 55 presidiários no domingo (26) e segunda-feira (27), no Complexo Penitenciário Anísio Jobim (Compaj), Unidade Prisional Puraquequara (UPP), Centro de Detenção Provisória Masculino 1 (CDPM1) e Instituto Penal Antônio Trindade (Ipat). 

    Após o massacre no sistema penitenciário, diversos crimes foram registrados nas zonas Leste, Norte e Sul da capital amazonense. 

    Segundo a polícia, os crimes estão relacionados a disputa de bocas de fumo e uma guerra entre facções criminosas.

    Relatório

    Em janeiro de 2019, o tenente-coronel Marcos Vinícius Oliveira Almeida, secretário de Estado de Administração Penitenciária (Seap), enviou um documento para a Vara de Execuções Penais (VEP) explicando que em 2018 foram realizados vários “salves” (comunicações entre presos), onde constava que existia ordens do Conselho da facção FDN para os presos se rebelarem nas unidades prisionais amazonense. O objetivo do ato era reivindicar regalias e retorno dos presos da La Muralla para o Amazonas. 

    O documento também revela que no dia 7 de outubro de 2018, no pleito eleitoral existia um plano alterar as “cadeias públicas” do Estado. Neste dia aconteceria mortes e fugas nos presídios, mas a Seap conseguiu conter os ânimos dos presos. 

    De acordo com policiais, essas situações desencadearam a última chacina nas unidades prisionais neste mês. 

    Transferências

    Nesta quinta-feira (30), o Comitê Gestor de Crise do Governo do Amazonas anunciou que mais 17 presos foram transferidos para presídios federais. A medida atende a uma solicitação do Ministério da Justiça e Segurança Pública. Ao todo, 26 detentos deixaram a cidade após serem identificados como líderes de grupos criminosos dentro das unidades prisionais do Estado. Os locais para onde os presos serão transferidos ficam a cargo do Departamento Penitenciário Nacional (Depen).

    Leia mais

    Receba as principais notícias do Portal Em Tempo direto no Whatsapp. Clique aqui!

    Após chacina, 'racha' na FDN gera conflitos fora das cadeias em Manaus

    ‘Aqui é FDN Zé’, diz traficante na cara da polícia em Manaus

    Vídeo: integrantes da FDN exibem armas para intimidar rivais em Manaus

    Comentários