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    BRIGA DE FACÇÕES


    Transferência de presos evitou massacre de facção no AM, diz juiz

    Seap chegou a apreender três armas e mais de 150 projéteis em poder de detentos ligados ao PCC no CDPM 2

    Chacina do PCC contra o CV ocorreria dentro do CDPM 2, na BR-174 | Foto: Divulgação

    Manaus - A transferência de presos do Centro de Detenção Provisória Masculino 2 (CDPM 2) para o Presídio Feminino de Manaus (PFM), no começo do mês de maio, evitou um massacre que seria maior do que o que aconteceu no último domingo (26) e na segunda-feira (27), em quatro unidades prisionais da capital.

    A afirmação é do juiz corregedor da Vara de Execuções Penais e Medidas Alternativas do Tribunal de Justiça do Amazonas (Vemepa/TJAM), Glen Hudson Paulain Machado, em entrevista à TV EM TEMPO na manhã desta sexta-feira (30).

    Se consumado, o massacre seria resultado de uma briga entre as facções Primeiro Comando da Capital (PCC) e Comando Vermelho (CV).

    De acordo com o magistrado, as informações foram repassadas pelo setor de Inteligência da Secretaria de Estado de Administração Penitenciária (Seap) em 2 de maio.

    "Em revista, nós encontramos três armas e mais 152 projéteis em poder do PCC dentro do CDPM 2. Hoje, existem 864 presos, e chegou a informação de que o PCC executaria grande parte dos presos ligados ao Comando Vermelho. O presidente do TJAM me comunicou e o Judiciário agiu com rapidez, evitando um desastre ainda maior", afirmou.

    Juiz fez revelação em entrevista à TV EM TEMPO nesta quinta-feira (30)
    Juiz fez revelação em entrevista à TV EM TEMPO nesta quinta-feira (30) | Foto: Reprodução/TV EM TEMPO

    Isolamento

    Ao todo, 62 detentos ligados ao PCC, segundo Machado, foram transferidos para as instalações do PFM, enquanto as detentas foram levadas para o Centro de Detenção Provisória Feminino (CDPF).

    "Essa decisão foi emergencial, e nós concedemos um prazo de 180 dias ao Estado, para que este se reorganize e tome outras medidas. Por causa disso, não aconteceu nenhuma morte tanto no CDPM 2 como no PFM ou no CDPF", salientou.

    O magistrado ainda ressalta que os 255 detentos do CDPM 1 foram transferidos para outra unidade para que não morressem. Segundo ele, o número de 55 detentos mortos na chacina de domingo e segunda-feira ainda deveria aumentar. “Os presos viram que estavam morrendo, e a Seap decidiu agir, isolando os detentos que são da FDN e os transferindo para outras unidades”, completou.

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