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    Execução


    Guerra do tráfico: 'Naldo' da FDN é executado na Cidade de Deus

    Na casa de Naldo tinha uma pichação com a sigla "Z 1", fazendo referência, segundo a polícia, a aliança dele com "Zé Roberto da Compensa". Após o crime, foram realizados queima de fogos e estouros de balões

    O homem estava conversando com amigos e o filho | Foto: Josemar Antunes

    Manaus - O racha entre os líderes da facção criminosa Família do Norte (FDN) segue deixando um rastro de sangue em Manaus. Na manhã deste domingo (2), o pintor Ednaldo Moraes Ferreira, de 36 anos, conhecido como "Naldo", foi assassinado a tiros na frente do próprio filho. O crime aconteceu na rua Santo Antônio, no bairro Cidade de Deus, na Zona Norte de Manaus. Outra pessoa foi baleada.

    A sigla "Z 1" estava pichada no muro da residência de "Naldo". Segundo a polícia, o homem tinha ligação com o tráfico de drogas e a casa foi marcada em referência a vítima ser integrante da FDN, mas do lado que ficou com o José Roberto Fernandes Barbosa, o "Zé Roberto da Compensa".

    O homem foi morto com dois tiros
    O homem foi morto com dois tiros | Foto: Josemar Antunes

    Após o racha dentro da FDN, que resultou no massacre dos 55 detentos nos presídios da capital amazonense, a facção criminosa, considerada a terceira maior do País, se dividiu. Um lado ficou com "Zé Roberto da Compensa", e outro com João Pinto Carioca, o "João Branco", chamada "FDN Pura" ou "Potência Máxima", em referência a um dos apelidos de "JB".

    Agora, os ex-aliados brigam pelo domínio do tráfico de drogas na capital amazonense.

    Na casa de "Naldo" estava a sigla "Z 1"
    Na casa de "Naldo" estava a sigla "Z 1" | Foto: Josemar Antunes

    O crime 

    Segundo testemunhas, o assassinato ocorreu por volta das 10h30. Ednaldo estava sentado na calçada de uma casa vizinha na companhia de amigos e do filho, de 7 anos, quando um homem chegou a pé e efetuou os disparos à queima-roupa. 

    Filho implorou pela vida do pai

    Na ocasião, segundo testemunhas, o filho da vítima implorou para o assassino não matar o pai, mas o pedido não foi atendido pelo criminoso.

    Após o crime, foram realizados queima de fogos e estouros  de balões
    Após o crime, foram realizados queima de fogos e estouros de balões | Foto: Josemar Antunes

    Um dos homens que estavam com Ednaldo foi alvejado em uma das coxas. Ele foi levado para o Hospital e Pronto-Socorro (HPS) Platão Araújo, na Zona Leste. 

    Lei do silêncio

    Moradores se limitaram a falar sobre a vida pregressa de Ednaldo. O local é considerado pela polícia como "área vermelha", devido ao intenso tráfico de drogas.

    Perícia no local do crime
    Perícia no local do crime | Foto: Josemar Antunes

    Um amigo de Naldo, que preferiu não se identificar, disse apenas que não podia comentar nada e que gostaria de entender o assassinato. 

    Abalados, familiares da vítima estiveram no local, mas também preferiram não falar com a imprensa sobre o caso. 

    Fogos 

    Após a execução, no momento que a polícia estava no local, foram realizados queima de fogos e estouros de balões. O fato, conforme a polícia, foi em comemoração a morte de "Naldo".

    O corpo foi removido pelo IML
    O corpo foi removido pelo IML | Foto: Josemar Antunes

    Remoção e investigação 

    A perícia criminal do Departamento de Polícia Técnico-Científica (DPTC) confirmou que a vítima foi morta com dois tiros na cabeça e dois nas costas. 

    O corpo foi removido ao Instituto Médico Legal (IML), no bairro Cidade Nova, Zona Norte. A Delegacia Especializada em Homicídios e Sequestros (DEHS) trata o caso relacionado a briga entre membros da mesma facção criminosa.

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