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    Sem identificação


    Dois corpos de detentos mortos em massacre no AM seguem no IML

    Os corpos ainda aguardam identificação. Os outros 53 já foram liberados

    Caminhão frigorífico foi alugado para armazenar os corpos | Foto: Josemar Antunes

    Manaus - Até este domingo (2º), dois corpos de detentos mortos no massacre em presídios de Manaus seguem sem identificação no Instituto Médico Legal (IML), na Zona Norte da capital amazonense. A chacina, registrada no último domingo (26) e segunda-feira (27), resultou na morte de 55 internos.

    Os dois corpos serão submetidos a outras modalidades de identificação, como odontograma ou DNA, uma vez que os familiares não apresentaram a documentação para realizar a identificação por meio de impressões digitais.

    Os corpos estão em um caminhão frigorífico, alugado pelo governo após o massacre, pois o IML, único do estado do Amazonas, possui apenas 20 câmaras frigoríficas e não suportou a demanda

    Outros corpos liberados 

    Os outros 53 corpos já foram liberados e sepultados pelos familiares. Hoje faz uma semana do massacre do Complexo Penitenciário Anísio Jobim (CompaJ), localizado no KM 8 da BR-174, que resultou na morte de 15 detentos. 

    Um dia depois, na segunda (27), um novo massacre deixou 40 mortos no Instituto Penal Antônio Trindade (Ipat), Centro de Detenção Provisória Masculino 1 (CDPM 1), ambos situados também no Km 8 da BR-174, e na Unidade Prisional do Puraquequara (UPP), na Zona Leste.

    Caminhão pertence a Raphael Souza 

    De acordo com um funcionário do IML, que pediu para não ter o nome divulgado, o caminhão usado para guardar os corpos pertence a Raphael Souza, filho do falecido deputado Wallace Souza.

    Na última quarta-feira (29), segundo o servidor, Raphael Souza esteve no IML para corrigir um defeito na refrigeração do caminhão.

    Raphael cumpre pena em regime aberto após ter sido condenado a nove anos de reclusão pelo homicídio de Cleomir Pereira Bernardino, conhecido como "Caçula", ocorrido em 2007. Raphael foi condenado no dia 28 de junho de 2012.

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