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    Caso Wallace


    ‘Caso Wallace’: testemunhas temem própria morte, diz diretor de série

    'Bandidos na TV' estreou na última sexta-feira (31) e se tornou um dos assuntos mais comentados na internet

    Wallace Souza morreu no dia 27 de julho de 2010 | Foto: Divulgação

    Manaus - Nos últimos dias, a capital do Amazonas virou o centro das atenções de quem acompanha a série-documentário “Bandidos na TV”, que narra a história do “Caso Wallace”, na Netflix.

    Seja direta ou indiretamente, a verdade é que qualquer pessoa que possua uma certa ligação a um suposto indivíduo que se encontre nos holofotes de um forte esquema de investigação policial e que envolve mortes tem medo de “abrir o bico” e falar o que não deve.

    No entanto, o que muita gente não sabe é que, para gravar com detalhes, o diretor britânico Daniel Bogado, compareceu a Manaus para colher depoimentos essenciais de pessoas que tinham alguma ligação com o ex-deputado, investigado por uma Força Tarefa por suspeita de encomendar mortes que seriam noticiadas por ele no programa “Canal Livre”.

    “Na época em que o caso surgiu, muita gente envolvida estava com medo de falar com a imprensa. Mas, agora, passaram-se muitos anos e essas pessoas continuam com medo, mas explicamos qual era o nosso propósito (de documentar o caso) e elas concordaram em colaborar”, disse ao jornal O Globo.

    Bogado conta, ainda, que em alguns casos a equipe chegou a se encontrar até cinco vezes com os envolvidos antes de convencê-los a falar em vídeo.

    Entre os entrevistados, está a mulher do ex-policial militar Moacir Jorge, o “Moa”, que denunciou Wallace após ser preso, e um dos filhos do apresentador: Willace Souza.

    A equipe também conseguiu falar com um ex-funcionário do “Canal livre” que, após depor na época, entrou para o programa de proteção de testemunhas e, no último episódio, leva novas informações sobre o que teria acontecido.

    Para Bogado, a história de Wallace e do Canal Livre tem apelo global “em diferentes níveis”. “Se eu digo que é sobre um homem que matou para ter audiência na TV, não importa a nacionalidade, as pessoas estão automaticamente interessadas em saber mais. Mas é também sobre família, política e sobre a cidade de Manaus. De certa forma, a história do Amazonas nos últimos 20 anos é contada através do caso”, finaliza.

    Em Manaus, o que não faltou foram comentários nas redes sociais. “Eu achei a série incrível, tanto as imagens usadas como a ordem cronológica. Pelos detalhes e a forma como está sendo contada, você entende todo o caso”, disse um seguidor da Netflix no Facebook.

    Outro opinou que não acredita que o ex-deputado seja um herói como foi citado na série, mas também diz que ele pode ter sido vítima de perseguição política. “O Wallace estava no auge. Muitos políticos estavam perdendo espaço para a popularidade dele e isso foi um pouco ruim para ele enquanto político, porque ele acabou pagando um alto preço com a vida, que a saúde dele se debilitou”, disse.

    OAB se pronuncia sobre caso

    Após a repercussão de um vídeo no aplicativo de mensagens WhatsApp, em que Raphael Souza aparece falando sobre a série da Netflix, a Ordem dos Advogados do Brasil (OAB-AM) esclareceu que não há nenhuma providência a respeito de pedido de exoneração de agentes públicos envolvidos no caso Wallace.

    Sobre o evento que contou com a presença de Raphael Souza na sede do órgão, informa que apenas cedeu espaço físico para a realização da programação cuja iniciativa foi da Abracrim-AM.

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