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    DEFESA


    Procuradora afirma a inocência de advogado preso por tráfico de drogas

    A procuradora afirma que a esposa de um dos presos que seriam visitados pelo advogado, solicitou que ele levasse medicamentos ao detento

    Procuradora de prerrogativas afirma a inocência de advogado preso por tráfico de drogas
    Procuradora de prerrogativas afirma a inocência de advogado preso por tráfico de drogas | Foto: Marcely Gomes

    Manaus - Nesta sexta-feira (7), a procuradora geral de prerrogativas da Ordem dos Advogados do Brasil seccional do Amazonas (OAB-AM), Adriane Magalhães, disse ao Portal Em Tempo
    que o advogado Hinller da Silva Maduro, de 28 anos, não tinha conhecimento a respeito das drogas que foram encontradas em tubos de pomadas.

    advogado foi autuado em flagrante por tráfico de drogas na tarde de quarta-feira (5), após tentar entrar com 18,95 g de maconha no Centro de Detenção Provisória Masculina 2 (CDPM 2), localizado no quilômetro 8 da BR-174.

    O advogado foi autuado em flagrante por tráfico de drogas na tarde de quarta-feira (5), após tentar entrar com 18,95 g de maconha n o CDPM 2
    O advogado foi autuado em flagrante por tráfico de drogas na tarde de quarta-feira (5), após tentar entrar com 18,95 g de maconha n o CDPM 2 | Foto: Marcely Gomes

    De acordo com a procuradora, Hinller fez apenas a intercessão da entrega de medicamentos entre um detento e a esposa, visto que o período de visitas para familiares foi suspenso pela Secretaria de Estado de Administração Penitenciária (Seap), após os massacres nos complexos prisionais nos dias 26 e 27 de maio.

    A procuradora afirma que a esposa de um dos presos que seriam visitados pelo advogado, solicitou que ele levasse medicamentos ao detento. “Foi entregue ao advogado, uma caixa de comprimidos e duas pomadas. Ele apenas recebeu o medicamento lacrado”, disse a procuradora, acrescentando que o advogado deveria ter recebido soltura na audiência de custódia, porque no mesmo dia, outra pessoa detida pelo porte de 60g de cocaína, foi liberada.

    Ela afirmou ainda que teve acesso às conversas de “Whatsapp” de Hinller com a esposa do preso, onde não encontrou informações que dessem indícios de crime. “No celular dele tem todas as conversas da esposa do preso com o advogado. No aplicativo ela apenas pergunta se ele já havia entregue o medicamento ao detento. Ele apenas foi ingênuo” afirmou a procuradora.

    Procuradores afirmam a inocência de advogado preso por tráfico de drogas
    Procuradores afirmam a inocência de advogado preso por tráfico de drogas | Foto: Marcely Gomes

    Ao ser questionada se o advogado acusado não duvidou da natureza da substância dentro das pomadas, tendo em vista a frequente apreensão de drogas, inseridas em variados tipos de recipientes, feita pelas forças de segurança a procuradora disse que não havia motivo para Hinller olhar com estranheza para duas pomadas lacradas.

    “A esposa do interno falou que ele precisava da medicação e disse que gostaria que o advogado levasse até o marido. Quando chegou em um raio-X, na revista do complexo prisional, verificou-se que havia maconha nas pomadas. Jamais o advogado iria se submeter a uma situação dessa” frisou a procuradora.

    O procurador geral-adjunto de prerrogativas da OAB-AM, Jorge Rosas, solicitou o pedido de revogação de prisão no Ministério Público do Estado (MPAM)
    O procurador geral-adjunto de prerrogativas da OAB-AM, Jorge Rosas, solicitou o pedido de revogação de prisão no Ministério Público do Estado (MPAM) | Foto: Marcely Gomes

    O procurador geral-adjunto de prerrogativas da OAB-AM, Jorge Rosas, solicitou o pedido de revogação de prisão no Ministério Público do Estado (MPAM) e disse que está otimista em relação aos procedimentos legais  “Estamos aguardando o promotor fazer o parecer e aguardar o que será decidido pelo juiz da vara responsável. A OAB está atuante neste caso”, disse Jorge.

    O procurador adjunto também salientou que o pedido de Habbeas Corpus foi solicitado pelo advogado Vilson Benayon, membro da Associação Brasileira dos Advogados Criminalistas (Abracrim). O pedido também está em trâmite no MPAM. “Ele preenche todos os requisitos e não responde a nenhum crime anterior a esse”, concluiu o procurador.

    O advogado acusado permanece preso no Comando Geral da Polícia, no bairro Petrópolis, Zona Sul de Manaus.

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