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    Um mês após massacre, visitas nos presídios podem continuar suspensas

    A suspensão das visitas acontecem apenas nas quatro unidades onde foram registradas as mortes

    As visitas podem continuar suspensas por mais um mês.. | Foto: Marcely Gomes

    Manaus - Após um mês das rebeliões que ocorreram nas unidades prisionais de Manaus, nos dias 26 e 27 de maio, as visitas de familiares continuam suspensas. A Secretaria de Administração Penitenciária (Seap) deu entrada no Tribunal de Justiça do Amazonas (TJAM) com um pedido para renovar a suspensão por mais 30 dias.

    As mortes aconteceram em quatro unidades: Complexo Penitenciário Anísio Jobim (Compaj), Instituto Penal Antônio Trindade (Ipat), Centro de Detenção Provisória Masculino (CDPM 1), ambos localizados no km 8 da BR-174, e na Unidade Prisional do Puraquequara (UPP), na Zona Leste de Manaus.

    O motivo do pedido para renovar por mais 30 dias a suspensão das visitas, segundo a Seap, é para revisão dos procedimentos de segurança, restruturação da portaria, que regulamenta a entrega de materiais, e a implementação dos módulos para agendamento de visitas nas unidades.

    Em nota, a secretaria ressalta que as visitas só foram suspensas nas quatro unidades que ocorreram as mortes. As demais unidades permanecem com visitas normais.

    Familiares dos detentos no dia da rebelião
    Familiares dos detentos no dia da rebelião | Foto: Josemar Antunes

    "Os demais setores das unidades como parlatório, consultas médicas, escolas e cursos continuam com suas atividades normais", informou a Seap.

    População carcerária

    Segundo dados informados pela Seap, atualmente, a população carcerária de Manaus é de 5.289 presos, que cumprem pena nos regimes fechado e provisório. Por conta da suspensão, 4.086 detentos, das quatro unidades prisionais onde ocorreram as rebeliões, além de não receberem visitas, não terão acesso a produtos de higiene pessoal.

    Familiares

    Segundo a irmã de um dos detentos 15 mortos no dia 26 no Compaj, uma vendedora autônoma de 41 anos, que não quis se identificar, disse que os internos recebem produtos de higiene durante as visitas dos familiares.

    "Eles suspenderam as visitas por 30 dias. E os detentos estão de castigo. Inclusive, estão dormindo no chão. Como são as famílias que levam produtos de higiene, provavelmente, muitos estão sem sabonete e desodorante", contou.

    Familiares desesperados por noticia dos internos
    Familiares desesperados por noticia dos internos | Foto: Josemar Antunes

    Fiscalização

    No ano de 2018, de acordo com a Seap, foram apreendidos 1.185 celulares. Já nos primeiros semestres deste ano, foram 261 celulares, totalizando 1.446 celulares nos dois anos.

    A Seap, ainda, afirma que as demais apreensões são na grande maioria entorpecentes, seguido de carregadores de celular, dinheiro e cabos USB.

    Todas as unidades da capital, conforme a secretaria, possuem o equipamento de bodyscan, dispositivo que detecta objetos no corpo de uma pessoa sem remover fisicamente as roupas ou fazer contato físico.

    Fazem parte ainda do procedimento de revistas equipamentos de raio-x, detectores de metais manuais, detectores de metais por passagem, bancos com detector de metal e revistas manuais.

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