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    Assédio Sexual


    Preso homem que aliciou estudante próximo à escola em Manaus

    Ele usou o jogo virtual Free Fire para se aproximar da vítima e, após conseguir o número do telefone do adolescente, passou a mandar conteúdos pornográficos e oferecer dinheiro

    Foto do suspeito de aliciar o adolescente. Imagem foi produzida pela família da vítima e entregue à polícia | Foto: Divulgação

    Manaus - O auxiliar de pedreiro Gilmar dos Santos da Costa, de 32 anos, foi preso, na manhã desta terça-feira (2), por suspeita de assediar sexualmente um adolescente de 14 anos. O fato aconteceu no conjunto Nova República, no bairro Distrito Industrial, Zona Sul de Manaus. 

    De acordo com um microempresário, de 37 anos, que terá o nome preservado para que o filho (vítima) não seja identificado, o adolescente de 14 anos estava sendo aliciado há pelo menos três semanas. Segundo o pai, tudo começou após ele ouvir conversa do adolescente com um colega da mesma faixa etária falando a respeito do jogo virtual "Free Fire", na saída de uma escola na capital.

    "No mesmo dia da abordagem, esse homem pediu o número do celular do meu filho para falar sobre o jogo virtual. Ele se identificou a princípio como "Fábio". Depois disso, passou a ficar ligando e pedindo fotos do meu filho sem roupas. Ofereceu dinheiro e recarga para o celular e as insistências eram constantes", disse o microempresário. 

    Após as investidas, o adolescente resolveu falar sobre o caso para a madrasta. Ele relatou que a primeira abordagem do homem ocorreu no dia 13 de junho na rua G4, a 100 metros da escola. 

    Ao Portal Em Tempo, a administradora de empresas de 28 anos, que é madrasta da vítima, disse que o enteado a procurou após ver notícia pela televisão de que uma menina havia sido vítima de estupro em um caso relacionada a troca de mensagens pelo mesmo jogo virtual.

    "Quando fiquei sabendo do fato, passei a conversar com esse homem como se fosse o meu enteado. Ele pedia fotos do meu enteado nu, oferecia recarga de celular e R$ 100 para fazer sexo oral. Ele estava tão obcecado que mandava áudios, mensagens instantâneas e fotos de outros adolescentes sem roupas. Então, decidi denunciar o caso à polícia após comentar com os familiares", explicou a mulher ao Em Tempo.

    A mãe do adolescente, uma mulher de 34 anos, disse à reportagem que o filho não mora com ela, e que só estabelecia contato nos finais de semana. Mesmo assim, ela afirmou estar chocada com o episódio.

    "Eu só tenho contato com o meu filho nos finais de semana. Ele ainda não havia me falado do caso. Fiquei chocada", declarou. 

    Gilmar foi preso por policiais militares da 3ª Companhia Interativa Comunitária (Cicom) e encaminhado para a Delegacia Especializada em Proteção à Criança e ao Adolescente (Depca), situada no conjunto Bela Vista, bairro Planalto, Zona Centro-Oeste da capital. 

    O celular do adolescente contendo os conteúdos de assédio foi entregue para a delegada Deborah Souza, plantonista da DEPCA. A autoridade policial solicitou exames de corpo de delito da vítima e do suspeito. 

    Estatuto da Criança e do Adolescente

    O homem foi autuado em flagrante no Artigo 241 - A, B e D, do Estatuto da Criança e do Adolescente (ECA), que estabelece que é crime “oferecer, trocar, disponibilizar, transmitir, distribuir, publicar ou divulgar por qualquer meio, inclusive por meio de sistema de informática ou telemático, fotografia, vídeo ou outro registro que contenha cena de sexo explícito ou pornográfica envolvendo criança ou adolescente”. Neste caso, segundo o ECA, a pena é de reclusão de três a seis anos, além de multa. 

    O ECA destaca, ainda, que é crime “adquirir, possuir ou armazenar, por qualquer meio, fotografia, vídeo ou outra forma de registro que contenha cena de sexo explícito ou pornográfica envolvendo criança ou adolescente”. Neste caso a pena é de reclusão de um a quatro anos, além de multa.

    De acordo com o ECA, “aliciar, assediar, instigar ou constranger, por qualquer meio de comunicação, criança, com o fim de com ela praticar ato libidinoso também é crime". A pena é de reclusão de um a três anos, além de multa.

    Após os procedimentos na delegacia, Gilmar será levado para audiência de custódia no Fórum Ministro Henoch da Silva Reis, no bairro São Francisco, Zona Sul de Manaus, onde o juiz irá decidir por prisão ou liberdade.

    Edição: Isac Sharlon

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