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    Investigação


    Padre suspeito de estuprar venezuelana diz que foi vítima de extorsão

    A imigrante informou à polícia que foi persuadida pelo padre, entre os meses de maio e junho deste ano, a manter relações sexuais com ele, sob a alegação de que seria curada de um câncer

    O padre se defende da acusação de estupro e alega ser vítima de extorsão
    O padre se defende da acusação de estupro e alega ser vítima de extorsão | Foto: Reprodução

    Manaus - Suspeito de estuprar uma venezuelana, de 29 anos, um padre da Arquidiocese Militar do Brasil, de 60 anos, que atua em Manaus, disse em depoimento à polícia, nesta segunda-feira (8), que foi vítima de uma extorsão praticada pela imigrante e o pai dela. Porém, a mulher afirma que foi violentada sexualmente, após ser dopada pelo sacerdote. As informações foram repassadas pela titular do 5º Distrito Integrado de Polícia (DIP), delegada Déborah Barreiros. 

    "O caso ainda está sendo investigado e vamos aguardar os resultados do exames de corpo de delito. Após a conclusão das provas técnicas iremos confrontar novamente os envolvidos no caso", disse a delegada.

    Segundo a Polícia Civil, a venezuelana registrou um Boletim de Ocorrência (BO), informando que foi persuadida pelo padre, entre os meses de maio e junho deste ano, a manter relações sexuais com ele, sob a alegação de que seria curada de um câncer. 

    A equipe de investigação do 5º DIP iniciou os trabalhos em torno do caso logo após a formalização da ocorrência.

    A venezuelana declarou na delegacia que conheceu o padre em um abrigo da Igreja Católica, localizado na rua José Tadros, no bairro Santo Antônio, Zona Oeste da capital, onde ele realizava trabalho voluntário. Porém, os estupros teriam ocorridos na casa do sacerdote, o endereço não foi divulgado pela polícia. 

    "Ela disse que por três vezes foi dopada pelo padre, após tomar um suco na casa dele. Após ficar desorientada devido ao efeito da substancia, ela alega que foi abusada sexualmente", contou Déborah. Sobre a doença da vítima, a delegada informou, ainda, que deve ir até as unidades de saúde onde ela supostamente passava por tratamento.

    Versão do padre 

    Ainda conforme a delegada, o religioso confirmou, em depoimento, que teve relações sexuais com a venezuelana e que todos os atos foram consentidos. Ele se defende da acusação de estupro e alega ser vítima de extorsão. 

    "Ele diz que está sendo extorquido devido as condições dele de padre e que ela passou a pedir dinheiro dele para não divulgar o caso à imprensa. Ele mostrou alguns comprovantes de pagamentos que foram feitos para a venezuelana e contou que quando parou de repassar o valor foi denunciado. Ele reforça que as relações sexuais não foram forçadas", relatou Barreiros, que informou, ainda, que o padre responde pelas acusações em liberdade. 

    A delegada ressaltou o caso só deve ser concluído após a divulgação das provas técnicas, no prazo de 30 dias. Com os resultados um dos envolvidos no caso deve ser autuado. 

    "Alguém vai responder por algum crime, ou ele por estupro ou ela por falsa comunicação de crime e pela extorsão, mas isso só saberemos após a conclusão das investigações", finalizou. 

    Suspenso

    A Arquidiocese de Manaus informou que teve conhecimento do caso na última quinta-feira (4)  e que suspendeu o padre, que é um militar aposentado. O sacerdote estava com uma autorização para atuar na capital amazonense, mas pertence à Arquidiocese Militar do Brasil.

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