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    Denúncia


    Moradores acusam sindico de condomínio em Manaus de irregularidades

    Moradores acusam síndico de irregularidades na administração do Condomínio Residencial Vivendas da Cidade, na Cidade Nova

    Fachada do condomínio Vivendas da Cidade, onde os denunciantes moram
    Fachada do condomínio Vivendas da Cidade, onde os denunciantes moram | Foto: Reprodução

    Manaus - Moradores do Condomínio Residencial Vivendas da Cidade, no bairro Cidade Nova, zona Norte de Manaus, que pediram anonimato, procuraram a equipe do Portal EM TEMPO para denunciar que o síndico do conjunto estaria, cometendo irregularidades na administração do local, por meio de licitações e cobranças indevidas.

    De acordo com os moradores, o síndico está em seu segundo mandato,  tendo sido eleito a primeira vez em 2016 . Com a reeleição, teve o cargo prolongado até o ano de 2020, porém muitos moradores cogitam pedir seu impeachment,  caso as irregularidades sejam confirmadas.

    Ainda de acordo com os moradores, após ser questionado, o síndico teria sido autoritário e vetado o acesso a documentos, além de supostamente ter coagido condôminos e afastado funcionários que se opuseram a ele.

    As denúncias

    De acordo com os moradores, toda a reviravolta começou após uma obra de acessibilidade dentro do condomínio. Uma assembleia foi convocada para definir a realização ou não do serviço. Os moradores, na ocasião, receberam a informação por parte do síndico que a administração havia sido comunicada que o condomínio teria sido notificado a fazer a obra, devido a a falta de acessibilidade.

    Obra de acessibilidade sendo feita, sem aprovação dos condôminos
    Obra de acessibilidade sendo feita, sem aprovação dos condôminos | Foto: Reprodução

    Na reunião, ficou acordado que o síndico deveria apresentar os orçamentos que posteriormente seriam votados em uma nova assembleia. No entanto, de acordo com os moradores, antes de aprovarem o orçamento, materiais de construção foram vistos dando entrada no condomínio.

    Após isso, os moradores tiveram ciência de que o síndico já havia contratado a empresa, cujo orçamento aprovado ultrapassaria os R$35 mil reais, porém o valor máximo permitido pelo regimento do condomínio para que o síndico tomasse a decisão sem votação, era de 10 salários mínimos.

    Outras denúncias

    Ainda de acordo com os moradores, o síndico teria se apropriado indevidamente de R$35.932,15, provenientes de um apartamento devolvido para a construtora em razão de dívidas. De acordo com os denunciantes, quando o novo morador procurou o síndico para tomar ciência de possíveis débitos com a construtora, o síndico teria cobrado novamente o valor da dívida, como se o apartamento não tivesse sido devolvido à construtora. 

    Após a  suposta cobrança indevida, de acordo com os moradores, houve o pagamento, registrado pelo síndico em nome de outra unidade, para maquiar as irregularidades cometidas, além de apropriação indevida de recursos.

    Os moradores também afirmaram que o síndico estaria impedindo ações dos condôminos por meio de operações judiciais, tentando tirar a legitimidade das reivindicações. Em razão disso, o homem teria entrado na justiça para vetar a realização de uma assembleia promovida, vetando a realização da reunião. Na ocasião, ele teria alegado que as assinaturas no documento para a realização do encontro seriam falsas.

    Por sua vez, os moradores informaram que as assinaturas foram obtidas de forma legal, retificando a legitimidade do documento. Ainda assim, a assembleia, que trataria do impeachment do síndico e de outras irregularidades, não ocorreu, seguindo a decisão da justiça.

    Pagamentos indevidos

    Os denunciantes tiveram acesso a documentos que mostravam que diversos pagamentos foram realizados pelo síndico sem a aprovação dos moradores, tais como: R$18 mil reais na instalação de câmeras, que, segundo eles, não funcionam.

    Além disso, a reforma da caixa d’água com custo de mais R$40 mil reais, não contou com apresentação de orçamentos aos moradores. Para os condôminos, a obra foi feita de forma arbitrária sem seguir os princípios do regimento interno acerca das atribuições do síndico.

    Inúmeras irregularidades são apontadas pelos moradores, desde estelionato até nepotismo
    Inúmeras irregularidades são apontadas pelos moradores, desde estelionato até nepotismo | Foto:

    Conflito de interesses

    Os moradores informaram que inúmeras atitudes tomadas indeferem os princípios éticos. De acordo com eles, a empresa que realiza a maior parte das obras do condomínio, sem processo licitatório, conta com a esposa do síndico em seu quadro de funcionários, fato comprovado por fotos em redes sociais.

    Além disso, o síndico teria demitido o antigo grupo jurídico do condomínio, após estes discordarem de algumas atitudes dele. Um novo advogado pessoal teria sido contratado para gerir os assuntos do condomínio.

    O administrador do conjunto chegou a vetar os moradores de receberem documentos, inclusive atingindo a membros de sua gestão, o que gerou em desentendimentos e até mesmo a presença da polícia no local. Na ocasião, síndico e moradores tiveram discussões verbais por divergências.

    Na discussão, uma moradora aliada do síndico chamou a polícia, alegando que o síndico teria sido agredido por um dos moradores. Ao chegar ao local, a polícia  apurou que não houve agressão, mas um boletim de ocorrência chegou a ser registrado.

    Após isso, foi descoberto que a aliada do síndico teria intimações judiciais em aberto e que, quando procurada por oficiais da justiça, o administrador teria orientado os vigilantes a informar que essa não morava no condomínio, vetando a entrada dos profissionais, o que traduz má fé por parte de ambos, segundo os condôminos. 

    O outro lado

    A equipe não conseguiu contato com o síndico do Residencial Vivendas da Cidade para dar o seu posicionamento sobre as denúncias, mas informa que está à disposição para ouvir a sua versão sobre o caso.

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