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    Indígenas assassinados


    Presa, dupla planejava homicídio na invasão ‘Cemitério dos Índios’

    Duas pistolas 9 milímetros, munições, droga e dinheiro foram apreendidos com a dupla

    Conforme a polícia,  os dois homens confessaram que pretendiam matar
um cacique da invasão "Cemitério dos Índios"
    Conforme a polícia, os dois homens confessaram que pretendiam matar um cacique da invasão "Cemitério dos Índios" | Foto: Divulgação/Polícia Militar

    Manaus - Ewerton Costa Serra, de 18 anos, e Hamilton Santos Gomes, de 25 anos, foram presos, na noite de quarta-feira (17), na invasão "Cemitério dos Índios, situada na avenida Creta, bairro Nova Cidade, na Zona Norte de Manaus. 

    Com a dupla, os policiais militares da 15ª Companhia Interativa Comunitária (Cicom) apreenderam duas pistolas calibre 9 milímetros com 17 munições intactas, 34 porções de maconha, 41 de oxi e R$ 39.

    Segundo a polícia, ao serem questionados sobre a origem das armas, os dois homens confessaram que pretendiam matar um cacique da invasão "Cemitério dos Índios", mas não informaram quem seria o alvo. 

    Os dois homens foram encaminhados junto com as armas para o 6° Distrito Integrado de Polícia (DIP), para os procedimentos cabíveis. 

    Outros crimes

    As ocorrências de assassinatos se tornaram rotina na invasão "Cemitério dos Índios" nós últimos meses. No dia 8 de julho deste ano, um homem foi encontrado morto com três facadas na região do tórax e com o recado: "Tio Patinhas que mandou". 

    A vítima não identificada foi deixada dentro de um casebre de madeira [imóvel pequeno]. Os moradores da área não reconheceram o homem assassinado, mas, segundo levantamentos da polícia, a invasão é dominada por integrantes do Comando Vermelho (CV).

    Um dos moradores da área indígena, que preferiu não se identificar, informou que o homem não era residente do local. Ele foi morto na invasão "Urucaia", área extrema à comunidade indígena, e depois ainda foi arrastado. 

    Ainda neste ano, outros dois caciques foram assassinados por integrantes da facção criminosa Família do Norte (FDN). O cacique Willlames Machado Alencar, conhecido como “Onça Preta”, da etnia Mura, foi executado com oito tiros na tarde do dia 13 de junho. 

    Testemunhas relataram que um homem, ainda não identificado, invadiu a propriedade de um amigo do cacique e, em seguida, atirou à queima-roupa.

    O cacique estava reunido com outros indígenas para discutir as reivindicações da etnia, que aconteceria em uma audiência pública na Assembleia Legislativa do Amazonas (Aleam), no bairro Parque Dez de Novembro, Zona Centro-Sul de Manaus. 

    No dia 27 de fevereiro deste ano, um outro cacique, desta vez da etnia Tukano, foi assassinado também em uma comunidade indígena no bairro Cidade Nova, Zona Norte. Francisco de Souza Pereira, de 53 anos, foi morto a tiros na comunidade indígena "Urucaia". 

    O cacique estava dormindo com a esposa Dulcinéia Ferreira Lima, de 51 anos, e a filha de 11 anos, quando, por volta de 1h, três homens encapuzados invadiram o imóvel e atiraram contra o indígena, que morreu no local.

    As mortes, conforme apura a polícia com base nos relatos de moradores da região, estão relacionadas ao fato dos líderes indígenas não aceitarem a presença de membros de facções criminosas em terras indígenas.  

    Os casos são investigados pelo serviço de inteligência da Secretaria de Segurança Pública do Amazonas (SSP-AM) e Delegacia Especializada em Homicídios e Sequestros (DEHS).

    Edição: Isac Sharlon

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