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    Imóveis fantasmas em Manaus


    Vídeo: irmãs lucraram R$ 2 milhões em golpe na venda de imóveis

    Elas foram presas por estelionato e ficarão à disposição da Justiça no Centro de Detenção Provisória Feminino, na BR 174

    As fraudes foram em torno de R$ 2 milhões referentes à venda de imóveis inexistentes
    As fraudes foram em torno de R$ 2 milhões referentes à venda de imóveis inexistentes | Foto: Josemar Antunes/Em Tempo

    Manaus - As irmãs Gleice Cristina Queiroz Reis, de 34 anos; Mônica Regina Queiroz Reis, de 36 anos, e Sheila Patrícia Queiroz Reis, de 40 anos, foram presas preventivamente por estelionato. Segundo a polícia, elas estão envolvidas em um esquema fraudulento de venda de imóveis na planta de um residencial fictício no bairro Tarumã, na Zona Oeste de Manaus. 

    De acordo com o delegado Demétrius Queiroz, adjunto da Delegacia Especializada em Roubos, Furtos e Defraudações (Derfd), as fraudes foram em torno de R$ 2 milhões referentes à venda de imóveis inexistentes. As irmãs compraram um terreno no valor de R$ 10 milhões, mas só pagaram R$ 500 mil. O restante do valor foi realizado em cheque sem fundo. 

    "Elas compraram um terreno por R$ 10 milhões, pagaram a entrada de R$ 500 mil e o restante foi em cheque sem fundo. No decorrer, elas conseguiram registrar o terreno em nome delas de forma fraudulenta em outra cidade. As irmãs passaram a vender 15 imóveis sem licença, sendo cada lote no valor de R$ 400 mil, com casas na planta de um residencial denominado "Lótus Tarumã", situado na avenida do Cetur. Um folder foi feito para demonstrar uma prévia dos imóveis prontos. Elas chegavam a receber carros ou outras casas como forma de pagamento", explicou o delegado Demétrius Queiroz. 

    A autoridade policial destacou, ainda, que a entrega do suposto residencial estava prevista para o final de 2018, porém a obra nunca aconteceu. Ao todo, sete vítimas das irmãs compareceram à unidade policial para registrar Boletim de Ocorrência (B.O.), com prejuízo em torno de R$ 900 mil. 

    7 vítimas das irmãs compareceram à unidade policial para registrar B.O
    7 vítimas das irmãs compareceram à unidade policial para registrar B.O | Foto: Josemar Antunes/Em Tempo

    A advogada Grace Benayon, vice-presidente da Ordem dos Advogados do Brasil - seccional Amazonas (OAB-AM), informou que a propriedade adquirida pelas irmãs não foi paga. 

    "Realmente se trata de uma quadrilha de estelionatários profissionais e familiar. Esse terreno que não foi pago foi penhorado e hoje está sob a responsabilidade da OAB-AM. Elas são frias e enganam as pessoas com intuito de benefícios lucrativos", destacou. 

    Prisão 

    Gleice e Sheila foram presas na manhã de quinta-feira (22), por volta das 7h30, em um condomínio no conjunto Parque das Laranjeiras, no bairro Flores, na Zona Centro-Sul da capital. Em ato contínuo, Mônica foi presa em um residencial no bairro Alvorada, na Zona Centro-Oeste. Os mandados judiciais foram expedidos na terça-feira (20), pelo juiz Henrique Veiga Lima, da 9ª Vara Criminal. 

    Durante a coletiva de imprensa, Sheila Patrícia argumentou que era engenheira civil e que a venda dos imóveis tinha legalidade. 

    Gleice, Mônica e Sheila foram indiciadas por estelionato. As irmãs ficarão presas no Centro de Detenção Provisória Feminino (CDPF), no quilômetro 8 da BR-174, onde aguardarão decisão da Justiça. 

    Assista à reportagem da TV Em Tempo:

    Assista a reportagem | Autor: Bárbara Mitoso/ TV Em Tempo
     



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