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    Protesto


    Família de mulher assassinada organiza protesto em Manaus

    A vítima foi encontrada sem calcinha em um beco na Zona Leste de Manaus e família cobra respostas

    | Foto: Josemar Antunes/ Em Tempo

    Manaus - A dor que angústia e fere os corações dos familiares e amigos da autônoma Cristiane de Oliveira Miranda, de 30 anos, encontrada morta em um beco, na rua Bela Vista, Colônia Antônio Aleixo, Zona Leste de Manaus, na tarde do último sábado (24), não tem hora e nem curativo para passar.

    Revoltados com a onda de crimes que a cada dia cresce contra a mulher na capital amazonense, familiares e amigos organizam se reunir em protesto na frente da Delegacia Especializada em Crimes Contra a Mulher (DECCM), na tarde desta terça-feira (27), às 16h, no bairro Parque Dez de Novembro, Zona Centro-Sul da cidade, para protestar contra a barbárie que tirou a vida de Cristiane.  

    O crime

    A vítima foi encontrada sem calcinha e com a cabeça esmagada por uma pedra
    A vítima foi encontrada sem calcinha e com a cabeça esmagada por uma pedra | Foto: Divulgação

    Cristiane de Oliveira Miranda foi encontrada morta, na tarde do último sábado (24), em um beco, na rua Bela Vista, Colônia Antônio Aleixo, Zona Leste da capital amazonense. 

    Segundo informações do Departamento de Polícia Técnico-Cientifica (DPTC), a vítima foi encontrada sem calcinha no beco e teve a cabeça esmagada com uma pedra. Pelas características que a vítima foi encontrada, há suspeitas que ela tenha sido violentada antes de ser morta. Entretanto, a informação não foi confirmada pela Polícia Civil. 

    O registro de exame de necropsia, divulgado pelo Instituto Médico Legal (IML), aponta que a mulher teve, como causa da morte, traumatismo cranioencefálico, decorrente da pedra que esmagou sua cabeça. 

    Estatísticas

    De acordo com a Secretária de Segurança do Estado do Amazonas (SSP-AM), foram registrados pela Polícia Civil (PC-AM), de janeiro a julho deste ano, 15 casos de feminicídio. Em 2018, foram registrados apenas três casos, no mesmo período. Números que chamam a atenção, por não bater com e realidade abusiva, que muitas mulheres passam diariamente. 

    A SSP-AM informou, por meio de ligação telefônica, que os dados coletados pela secretária estão sendo reformulados. Segundo a assessoria, os casos de mortes envolvendo mulheres não estão sendo registrados como feminicídio. Mas, que até o final da semana, novos dados estatísticos atualizados estarão disponíveis para a imprensa. 


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