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    Agressão


    Vídeo: professor é agredido por diretor do Colégio da Polícia Militar

    De acordo com a vítima, a perseguição começou em 2018 e se intensificou nas últimas semanas

     

    A vítima (de blusa xadrez) fez exame de corpo de no IML
    A vítima (de blusa xadrez) fez exame de corpo de no IML | Foto: Reprodução

    Manaus – O professor de Língua Portuguesa, Anderson Pimenta Rodrigues, de 32 anos, foi agredido por diretor do Colégio Militar da Polícia Militar (CMPM) na manhã desta terça-feira (27). A agressão aconteceu por volta das 9h30, após um dissentimento entre o professor e o gestor, dentro da unidade escolar, localizada na avenida Codajás, no bairro Petrópolis, na zona Sul de Manaus.

    Em entrevista ao Portal Em Tempo, a vítima contou que a agressão foi apenas o ápice dos problemas que ele enfrentava contra o tenente-coronel Cesar Andrade, gestor do CMPM. De acordo com Anderson, a perseguição começou por conta de um processo administrativo que ele respondeu em 2018 e, ele tem utilizado do fato antigo, para justificar a opressão contra ele.

    “O motivo que ele usou para vir contra mim, foi uma assinatura que eu fiz no livro de pontos, de uma aula que eu deveria ter dado em um sábado letivo, mas me enganei e assinei errado. A outra desculpa foi uma suposta discussão que tive com a assessora dele há três semanas, onde a partir daí, ele começou a me perseguir”, relatou a vítima.

    O Boletim de Ocorrência (BO) foi registrado no 3º Distrito Integrado de Polícia (Dip) no bairro Petrópolis
    O Boletim de Ocorrência (BO) foi registrado no 3º Distrito Integrado de Polícia (Dip) no bairro Petrópolis | Foto: Reprodução

     

    Ainda segundo o professor, o objetivo do tenente-coronel era que ele pedisse a transferência para outra escola. E como ele recusava assinar o livro de ocorrências e, também negou entrar no veículo do diretor, para que fossem até a Secretaria de Estado de Educação (Seduc) falar das supostas ocorrências, o tenente-coronel então cometeu a ação.

    “Primeiro ele me desferiu um tapa tão forte que meu óculos caiu para longe, vários alunos e funcionários viram  agressão no momento. Após a bofetada, o tenente-coronel ordenou que os soldados chamassem uma viatura para me levar, enquanto isso, ele me levou até a guarita, sacou o revólver e apontou para o meu rosto. Eu nunca o vi tão descontrolado, por sorte os soldados acalmaram ele e me livraram de uma coisa pior", completou o professor.

    Após a agressão, a vítima foi até o 3º Distrito Integrado de Polícia (DIP), para registrar um Boletim de Ocorrência (BO). Anderson também foi até o Instituto Médico Legal (IML) para fazer exame de delito sobre agressões.

    A reportagem tentou entrar em contato com o tenente-coronel Cesar Andrade, mas até o momento da publicação desta matéria, o ele ainda não havia se pronunciado sobre o caso.

    Sindicato emite nota

    O Sindicato dos Trabalhadores em Educação do Amazonas (Sinteam) emitiu nota de repúdio por meio das redes sociais e afirmou que vai formalizar denúncia no Ministério Público Estadual (MPE), Corregedoria da PM e Conselho Estadual de Educação, a agressão sofrida pelo professor Anderson Pimental Rodrigues. Leia a nota na íntegra:. 

    NOTA DE REPÚDIO

    Mais um professor agredido dentro do seu ambiente de trabalho. Mais um porque as denúncias de assédio moral acontecem diariamente. Nas escolas administradas pela Polícia Militar elas acontecem de forma mais incisiva. Muitos colegam se calam porque o assédio moral é difícil de provar. Mas o caso de hoje tem, além de testemunhas, provas físicas.

    O professor Anderson Pimenta foi agredido e ameaçado de transferência com uma arma apontada para seu rosto porque se recusou a fazer o que o tenente coronel Cesar Andrade 'mandava'.

    É lamentável que o diálogo tenha sido deixado de lado. É lamentável que professores passem por isso.

    Infelizmente, não é o primeiro e nem será o último caso. Em tempo em que armas são mais valorizadas que livros, nossa esperança fica frágil.

    Mesmo assim, não vamos nos calar e nem nos acovardar.

    A direção do SINTEAM. 

    Assista à reportagem da TV Em Tempo:

    Assista a reportagem | Autor: Débora Martins/ TV Em Tempo
     


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