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    Maués


    Mulher manda matar vizinho no AM por 30 centímetros de terreno

    A ré mandou matar o seu vizinho porque este teria invadido cerca de 35 cm de seu terreno. Ela contratou os irmãos para matar

    Crime aconteceu na cidade de Maués, no interior do Amazonas
    Crime aconteceu na cidade de Maués, no interior do Amazonas | Foto: Divulgação

    Maués (AM) - O Juiz Paulo José Benevides dos Santos, da 2ª Vara de Maués, acolheu pedido do Ministério Público do Estado do Amazonas (MPAM) e remeteu a julgamento pelo Tribunal do Júri Popular um caso de homicídio triplamente qualificado, associação criminosa armada e lavagem de dinheiro.

    Consta da denúncia ajuizada pelo MPAM que a ré Maria do Socorro Cavalcante Alencar mandou matar o seu vizinho, Raimundo Charles Gonzaga da Silva, porque este teria invadido cerca de 35 cm de seu terreno, o que configura motivo fútil do crime de homicídio.

    Insatisfeita com a situação, ela encomendou a morte de seu vizinho a dois irmãos, os réus Alberte da Silva Serrafe e Kleberte da Silva Serrafe, pelo valor de R$ 4 mil.

    De acordo com o MPAM, para ocultar e dissimular a origem ilícita do dinheiro destinado ao pagamento do assassinato, os irmãos indicaram a conta-corrente de Simara Amazonas Monteiro, esposa de um deles, para que a mandante do crime efetuasse depósitos sem levantar suspeitas, consumando o delito de lavagem de dinheiro.

    No dia 25 de setembro de 2017, os executores do homicídio foram à casa da vítima (Raimundo) fingindo-se passar por clientes interessados em construir uma laje, já que Raimundo trabalhava como empreiteiro.  Em dado momento, enquanto a vítima conversava com um dos irmãos, aproveitando-se de sua distração, o outro desferiu um golpe de arma branca no tórax.

    As rés Maria do Socorro Cavalcante Alencar e Simara Amazonas Monteiro também foram autuadas por homicídio triplamente qualificado, já que participaram ativamente dos crimes, além de todos os envolvidos serem autuados pelo crime de associação criminosa armada.

    A investigação foi presidida pelo Delegado de Polícia Rafael D'Agostini Smith, que se valeu de técnicas investigativas, como interceptações telefônicas e quebras de sigilo bancário dos então investigados, o que reforçou o inquérito.

    O Promotor de Justiça Flávio Mota Morais Silveira atuou na fase da denúncia, enquanto que o Promotor Timóteo Agabo Pacheco de Almeida atuou na instrução probatória e na fase das alegações finais do processo, sendo que o magistrado acolheu integralmente os pedidos constantes da denúncia.

    Caso o Conselho de Sentença acolha a tese do Ministério Público, as penas podem chegar a mais de 30 anos de reclusão, bem como os réus serem condenados a pagar R$ 100 mil  a título de reparação dos danos causados pela infração.

    O réu Alberte da Silva Serrafe segue foragido, uma vez que fugiu da Unidade Prisional de Maués, enquanto que Kleberte da Silva Serrafe encontra-se preso preventivamente. 

    A mandante do crime Maria do Socorro Cavalcante Alencar e a cúmplice Simara Amazonas Monteiro respondem ao processo em liberdade.


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