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    Extorção


    Após encontros homoafetivos, homem extorquia vítimas em Manaus

    O homem marcava os encontros homoafetivos em um aplicativo e depois passava extorquir as vítimas

    Diego utilizava identidade falsa para realizar encontros por aplicativo
    Diego utilizava identidade falsa para realizar encontros por aplicativo | Foto: Kennedson Paz

    Manaus - Após marcar encontros por um aplicativo de relacionamento e roubar as vítimas, Diego Felipe Moreira Ferreira, de 29 anos, foi preso em cumprimento a mandado de prisão na terça-feira (21), em um bairro de Manaus.

     Conforme informações do delegado Rodrigo Barreto, titular da Seccional Oeste, Diego usava o nome de “Edjan” para realizar encontros homoafetivos por meio de um aplicativo de relacionamentos.

     “Esse suspeito já vinha atuando desde junho do ano passado. Uma das vítimas registrou um Boletim de Ocorrência (B.O) informado sobre a extorsão. Em depoimento, disse ainda que marcou o encontro amoroso e, após a relação, o suspeito o extorquiu cobrando um certo valor pelo programa. No entanto, a relação era apenas casual”, explicou o titular.

     Ainda segundo informações do delegado, a vítima se negou a pagar o programa, pois o encontro teria sido definido de forma informal.

     “A vítima relatou que foi ameaçado e, por medo, entregou o valor de R$ 250 para o suspeito. Não satisfeito, Diego roubou uma bolsa com a quantia de R$ 950 e fugiu do local”, informou Rodrigo.

    Diego tem vários registros por roubo e extorsão
    Diego tem vários registros por roubo e extorsão | Foto: Divulgação

    Como ele agia?

      A ação do suspeito começava por meio de um aplicativo de relacionamentos homoafetivos. Ele se aproximava das vítimas e marcava o relacionamento amoroso. Após o ato sexual, dava início ao processo de extorsão, no qual ameaçava os parceiros alegando que divulgaria imagens da relação até ao ponto de receber os valores cobrados.

    Ficha extensa 

     Ao ser preso, Diego foi conduzido ao 21º Distrito Integrado de Polícia (DIP), onde a polícia identificou 21 Boletins de Ocorrência (B.O), a maioria crimes por roubo e extorsão. Além disso, ele responde por nove processos criminais por extorsão, roubo e furto.

    O delegado afirmou, ainda, que possivelmente existem outras vítimas que, por vergonha, não denunciam o caso. “Esperamos que as pessoas que foram vítimas denunciem no 21º DIP. As identidades serão mantidas em sigilo”, finalizou o titular.

    Diego deverá continuar preso de forma preventiva e o inquérito deverá ser encerrado. Um novo processo foi iniciado devido aos novos registros.

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