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    Suspeita de crime abala início de carreira política de Givancir

    Givancir Oliveira liderava o Sindicato dos Rodoviários de Manaus. Em 2017, foram mais de quarenta paralisações na capital do Amazonas

    | Foto: Em Tempo

    Iranduba - Givancir Oliveira, conhecido por sua atuação radical com “mãos de ferro” no posto de presidente do Sindicato dos Rodoviários de Manaus, foi preso, no início desta semana, somando mais um episódio polêmico que envolve sua família. Além dele, os irmãos Josenildo Oliveira, Josildo e Jaildo também estão inseridos na vida política.

    Com a transferência de domicílio eleitoral para Iranduba, Givancir se preparava para o lance mais ousado da família: disputar a prefeitura do município, um dos principais da região metropolitana de Manaus. Nessa condição, ele se dividia entre a militância sindical em Manaus e a operação política no município.

    O primeiro abalo pelo desejo de ingressar na vida política foi um assalto ocorrido no dia 30 de janeiro deste ano. Segundo a polícia, foram roubados R$ 200 mil e um carro do sindicalista. Na casa dele, os empregados foram feitos refém durante o assalto. O local é tipo mansão, o que surpreendeu os membros da categoria.

    | Foto: Em Tempo

    Em parceria com os irmãos, Givancir sempre agiu no confronto com os donos das empresas de transporte e a Prefeitura de Manaus. Em 2017, foram mais de quarenta paralisações na capital do Amazonas, tornando a cidade refém de uma única categoria profissional.

    Tendo em vista todos esses movimentos passados e de interesse político, Givancir se vê envolvido no tema mais delicado de sua vida: a suspeita de envolvimento na morte de Bruno Santos, de dezoito anos, e na tentativa de homicídio de Dhelissõn Santos, a "Tcheuce", uma mulher trans. 

    Segundo a família de Theuce, a jovem era ex-funcionária de Givancir. O sindicalista teria marcado um encontro para pagar uma dívida de R$ 400. O crime teria ocorrido em um ramal na comunidade São Sebastião, em Iranduba. Testemunhas relatam que Givancir atirou contra Bruno, que morreu no local, e também em Tcheuce, mas a defesa desmente esta versão.

    O presidente do sindicato está em prisão preventiva no 12º Distrito Integrado de Polícia (DIP). Ele foi ao Instituto Médico legal para exame de corpo de delito, de onde deve ser encaminhado a uma unidade prisional.

    Assista à reportagem da TV Em Tempo:

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    | Autor: Samara Maciel/ TV Em Tempo
     

    *Texto WEB: Marhia Edhuarda Bessa

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