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    Caso Miss


    Rafael era protegido por venezuelanos e fugiria por rotas alternativas

    Dentre a prisão, a polícia encontrou um indício da fuga planejada pelo suspeito da morte da Miss Manicoré, Kimberly Karen Mota

    Rafael estava escondido em um casebre improvisado na invasão Morro do Quiabo em Pacaraima-RR
    Rafael estava escondido em um casebre improvisado na invasão Morro do Quiabo em Pacaraima-RR | Foto: Divulgação

    Pacaraima - A fuga quase que cinematográfica de Rafael Fernandez Rodrigues, de 31 anos, foi acompanhada de perto por toda a sociedade, que clamava pela prisão do principal suspeito da morte da Miss Manicoré Kimberly Karen Mota, que tinha 22 anos. A caçada das Polícias Civis do Amazonas e Roraima teve fim na tarde de sexta-feira (15), quando Rafael foi preso em um casebre improvisado na invasão Morro do Quiabo, em Pacaraima, no Estado de Roraima. Ele estava sendo ajudado por dois venezuelanos e no local a polícia achou pistas dos próximos passos que Rafael daria na tentativa de fugir.

    Conforme informações de uma fonte policial de Roraima, no momento da prisão de Rafael, as equipes encontraram com ele uma mapa de instruções para o translado para a Venezuela. O material é a prova da confirmação da suspeita da equipe da Delegacia Especializada em Homicídios e Sequestros (DEHS), de que Rafael queria entrar no país vizinho para, possivelmente, viajar para a Espanha, onde possui familiares. Como a fronteira já estava sob monitoramento devido a repercussão, ele buscava rotas alternativas com ajuda de "atravessadores".

    Rafael estava no casebre improvisado, após receber a ajuda de dois venezuelanos, sendo um adolescente, de 17 anos, e Humberto Jose Reyes Martinez, de 24 anos, ambos presos pela polícia Roraimense. Com Rafael, foi apreendido também a quantia de R$ 602 reais, sendo doze notas de R$ 50 e uma de R$ 2 que seriam utilizados pelo analista judiciário durante a fuga. 

    Ao longo da apresentação policial, as equipes contaram que fizeram várias buscas pela área de invasão, onde Rafael foi preso. Comunitários relataram sobre a existência do casebre improvisado, em uma área de mata, onde teriam visto o suspeito na manhã de sexta-feira (15). Durantes as buscas, os venezuelanos ainda chegaram a apontar uma espécie de facão para os policiais, na tentativa de impedir a chegada deles até o esconderijo de Rafael.

    Após a prisão, Rafael e os venezuelanos foram conduzidos para a unidade policial de Pacaraima, onde foram apresentados.

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