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    Investigação


    Marcado para morrer? Polícia pode mudar investigação do caso Erisson

    O crime aconteceu em maio deste ano, no bairro Cidade de Deus. A investigação da Derfd apontou outras linhas de investigações

    O crime aconteceu no dia 17 de junho deste ano
    O crime aconteceu no dia 17 de junho deste ano | Foto: Suyanne Lima

    Manaus - Quase um mês depois, a morte do motorista e entregador Erisson Ramos da Silva, de 37 anos, baleado com um tiro no peito no dia 17 de junho, no bairro Cidade de Deus, na Zona Norte de Manaus, ainda continua um mistério. Inicialmente, o crime foi tratado como latrocínio [roubo seguido de morte], mas as apurações já feitas pela Delegacia Especializada em Roubos, Furtos e Defraudações (Derfd) apontaram novas linhas de investigações.

    De acordo com o delegado Aldeney Goes, titular da Derfd, a polícia não teve acesso a nenhuma imagem de câmera de segurança que seria imprescindível na elucidação do crime.

    O fato aconteceu na frente de um mercadinho na rua Uirapuru, no Cidade de Deus. Naquele local, há câmeras de segurança, mas a polícia não conseguiu acessá-las. Elas poderiam não estar funcionando ou gravando o que aconteceu naquele dia. 

    "Estamos indo por outros caminhos na investigação, mas ainda não podemos divulgar informações", destacou Goes. 

    O crime

    Em uma tentativa de se defender da ação criminosa, Erisson que, segundo testemunhas, estava sendo perseguido por dois homens, parou na frente de um mercadinho e ainda tentou correr. 

    Os criminosos que, supostamente estariam interessados em roubar a motocicleta dele, acabaram o perseguindo e atirando várias vezes contra ele. O motorista foi atingido com um tiro no peito. Algumas perguntas que ainda não foram esclarecidas são: Se Erisson foi baleado e já não estava na motocicleta, por que o veículo não foi roubado?; Por que a dupla decidiu entrar no mercadinho atrás da vítima, se ele abandonou o veículo (suposto alvo dos criminosos) na frente do estabelecimento?; O que causaria tanta raiva em assaltantes a ponto de perseguirem a vítima e efetuarem vários tiros contra ele? ou Será que há outras motivações, que não condizem com apenas um assalto?

    Erisson era morador das proximidades e costumava frequentar o mercadinho onde morreu. A equipe de investigação "bate a cabeça" para montar o quebra-cabeça do caso. Para não comprometer as diligências, essas novas descobertas da polícia não foram reveladas. Entretanto, há fortes indícios que a vítima poderia já estar marcada para morrer. 

    Conforme a Polícia Civil, as diligências em torno do caso seguem sendo realizadas, a fim de esclarecer as circunstâncias do crime, bem como identificar e prender os criminosos. 

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