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    Presídios


    Líderes de facção voltam para o AM e podem causar impacto em presídios

    O retorno aconteceu nesta quinta-feira (16)

    | Foto: divulgação

    Manaus - O retorno de 15 dos criminosos mais perigosos do Amazonas, integrantes do alto escalão de facções criminosas, pode causar impacto nos presídios do Estado. Os detentos estavam em presídios federais e foram recebidos nesta quinta-feira (16) por agentes da Secretaria de Estado de Administração Penitenciária (Seap). Especialista da área de segurança acreditam que uma crise pode se instalar no sistema prisional do Estado, caso os criminosos (que se aliaram a uma outra facção) decidam voltar "às origens". 

    De acordo com a Seap, todos os detentos foram encaminhados à Central de Recebimento e Triagem (CRT), onde irão passar por cadastro. Devido a pandemia, eles irão ficar em isolamento social por 15 dias no Instituto Penal Antônio (Ipat), no quilômetro oito da rodovia federal BR-174. 

    Por medida de segurança, os nomes dos detentos transferidos que respondem  pelos crimes de tráfico de drogas, homicídio, latrocínio e formação de quadrilha não foram divulgados oficialmente. No entanto, circulam em redes sociais nomes de criminosos altamente conhecidos no mundo do crime, dentre eles estariam: Antônio Marcos Pereira, o "Capucho" ou "Marquinho Cabeludo"; Bruno Henrique Assis Bezerra, o "Parazinho", Denilson Silva Ferreira, 27, o 'Sassá da Praça 14' e o sobrinho do narcotraficante, o Zé Roberto da Compensa, Thiago Fernando Soriano, vulgo “Thiago Alemão”, todos integrantes da mesma facção criminosa.  

    Os nomes deles não foram divulgados oficialmente, mas a notícia do retorno dos criminosos causou um alvoroço dentro do sistema prisional. A preocupação é que os líderes entrem em confronto após retornarem para um local onde não possuem mais poder, como o ocorrido em 2017, que resultou em 56 mortes depois de uma rebelião que durou 17 horas no Complexo Penitenciário Anísio Jobim (Compaj). Atualmente, a maior parte dos presídios é dominada por uma única facção, contrária a dos recém-chegados.

    Na avaliação do especialista em Segurança Pública, Raimundo Pontes Filho, situações como essa quase sempre têm riscos e devem ser acompanhadas atentamente pelas autoridades.

    "Em certas condições, esses riscos podem ser até administráveis, ou seja, há a necessidade de analisar o que pode vir a acontecer e quais os fatos indicarão que esses riscos se tornem efetivos. Por isso é essencial que esses apenados sejam monitorados atentamente pelas autoridades, a fim de evitar ou inibir eventos de violência e delinquência", concluiu. 

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