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    Estupro


    'Tomava remédio para não sentir', revela menina estuprada por padrasto

    O padrasto, um adolescente de 15 anos, justificou que cometia os atos porque a criança assistia a filmes pornográficos durante a madrugada

    A titular da especializada disse que o adolescente, inicialmente, negou o crime, mas depois
    A titular da especializada disse que o adolescente, inicialmente, negou o crime, mas depois | Foto: Divulgação


    Manaus - Uma criança de 11 anos denunciou o próprio padrasto, um adolescente de 15 anos, pelo crime de estupro de vulnerável. Por não aguentar mais os supostos abusos, a menina tomou altas dosagens de medicamentos e foi parar no hospital. A mãe da vítima tem 29 anos e foi denunciada por deixar a criança sozinha com o adolescente. O caso foi revelado pela polícia nesta sexta-feira (14)

    O caso foi denunciado aos policiai da Delegacia Especializada em Apuração de Atos Infracionais (Deaai) e o adolescente foi apreendido. A menina foi ouvida em termo de declaração e acompanhada pelo setor psicossocial da especializada. 

    “Ela contou durante as oitivas que chegou a tomar uma dose de medicamentos para ficar dormindo e não sentir os toques do suspeito. Não teria dado certo e, no dia seguinte, ela tomou uma dosagem maior. Diante disso, ela foi parar no Pronto-Socorro, onde a equipe médica também atestou essa circunstância. Fizemos nosso trabalho e apreendemos esse adolescente pelo ato infracional análogo ao estupro de vulnerável”, explicou Elizabeth de Paula, titular da Deaai, em entrevista a um canal de televisão.

    A titular da especializada disse que o adolescente, inicialmente, negou o crime, mas depois deu uma versão de que a criança assistia conteúdos pornográficos durante a madrugada e isso facilitou que ele cometesse os atos libidinosos.

    “Isso leva um alerta para que os pais não deixem crianças no celular durante a madrugada. Criança é muito curiosa e se ela tem uma internet à disposição, inevitavelmente, nessa fase, ela vai atrás desse tipo de programação. Fica um alerta também para os pais não deixarem a criança com qualquer pessoa, sobretudo um adolescente de 15 anos que nem parente é". 

    A situação da mãe da menina será apurada pela Delegacia Especializada em Proteção à Criança (Depca). Na Deaai, a criança recebeu atendimento psicológico e deve ter a guarda concedida ao pai. 

    O Em Tempo foi até a Deaai para apurar informações dos procedimentos adotados em relação ao adolescente, mas a delegada Elizabeth de Paula não atendeu a equipe. A assessoria de imprensa da Polícia Civil ainda não repassou a nota oficial sobre o caso. 

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