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    Investigação


    Filha atira e mata própria mãe em Manaus; tiro acidental é investigado

    O pai da jovem alega que o tiro foi acidental. Ela se apresentou à polícia e foi encaminhada para audiência de custódia


    Manaus - Uma mulher, identificada como Escarlete Oliveira Marques, de 22 anos, se apresentou, na manhã desta segunda-feira (14), à Delegacia Especializada em Homicídios e Sequestros (DEHS), relatando que atirou acidentalmente na cabeça da própria mãe. O fato aconteceu na noite e domingo (13), na comunidade Tarumã-Mirim, Zona Oeste de Manaus.

    O pai de Escarlete, Amsterdã Alcântara, disse que a fatalidade aconteceu por volta das 22h. Ele teria pedido para a filha pegar uma espingarda, calibre 12, que estava debaixo da cama, pois iria sair para caçar. 

    O homem ainda acrescentou que eles estavam bebendo, mas conforme ele, o fato não aconteceu por conta da bebida, pois não estavam embriagados. 

    "Como a casa é alta e a arma é pesada, no momento que ela ia entregar, a espingarda acabou disparando na minha direção e da mãe dela. Ainda pegou pólvora no meu rosto. Não foi por conta da bebida. Não estávamos bêbados", disse o pai da mulher.

    Segundo Amsterdã, após o disparo atingir Felicerda Batista, de 46 anos, a família entrou em choque. "Foi um momento de desespero.  Eu e ela vendo a Felicerda caída no chão com a cabeça toda 'espocada'. A massa cefálica ficou exposta. Ficamos desesperados e caímos no choro pedindo socorro de todo mundo, mas não tinha ninguém que pudesse ajudar, pois ela já estava morta no chão", explicou. 

    Ainda de acordo com o pai de Escarlete, um vizinho estava na residência no momento do ocorrido, mas devido ao susto correu para a casa dele. A polícia tenta localizá-lo para prestar depoimento.

     “A minha filha está em choque se tremendo e chorando o tempo todo. Nunca imaginávamos que isso fosse acontecer na nossa família", lamentou o pai de Escarlete.

    | Foto: Divulgação

    A espingarda nunca ficava carregada, segundo Amsterdã. Entretanto, o filho dele havia pegado a arma para caçar dias antes e acabou deixando carregada. 

    "Ele pegou a arma na quinta-feira (10) e na sexta (11) veio para Manaus, pois tinha que trabalhar. Eu nunca deixei com munição, mas meu filho acabou deixando e eu não sabia e nem a Escarlete", explicou.

    A mulher deve passar por audiência de custódia. O fato segue sendo investigado pela Polícia Civil, para assim, elucidar o caso.

    "Não teve discussão, ela e a mãe se davam muito bem, se amavam. A Escarlete saiu de Manaus para ir ficar ao lado da mãe no sítio, pois eu saía para caçar e ela ficava sozinha. Foi uma fatalidade", finalizou.

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