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    Crimes digitais


    PF prende suspeitos de promover ataques cibernéticos contra o STF

    Ordens de prisão foram expedidas por determinação do ministro Alexandre de Moraes

     

    Segundo a PF, no curso das investigações foram identificados os endereços de onde partiram os ataques
    Segundo a PF, no curso das investigações foram identificados os endereços de onde partiram os ataques | Foto: Marcelo Camargo/Agência Brasil


    Durante operação deflagrada nesta terça-feira (8), a Polícia Federal (PF) prendeu três membros de uma organização criminosa suspeita de promover ataques na internet contra o Supremo Tribunal Federal (STF).

    As ordens de prisão foram expedidas por determinação do ministro Alexandre de Moraes. Os agentes da PF cumprem cinco mandados de busca e três de prisão temporária em Goiás, São Paulo, e Pernambuco.

    Os mandados de prisão temporária são cumpridos nas cidades de São Francisco, Jaboatão dos Guararapes e Olinda, no estado de Pernambuco.

      Em maio, o Supremo abriu inquérito para investigar a tentativa de invasão aos sistemas do STF. O ataque hacker derrubou todos os acessos ao site da Corte, incluindo informações internas, mas não comprometeu dados sigilosos contidos no sistema.  


    Ameaça à instituição

    Segundo a PF, no curso das investigações foram identificados os endereços de onde partiram os ataques, bem como as pessoas que, de forma sistemática e organizada, praticaram os crimes apurados.

      Os investigados responderão, na medida de suas participações, pelos crimes de invasão de dispositivo informático de uso alheio e associação criminosa – as penas podem chegar a cinco anos de prisão.  


    Os agentes da PF estiveram na sede da Corte, em Brasília, ainda em maio.

    Na época, o pedido de investigação foi direcionado ao ministro Alexandre de Moraes por entender que essa tentativa de ataque era uma ameaça à instituição e pode ter relação com o inquérito que investiga ameaças e disseminação de notícias falsas contra a Suprema Corte, cuja relatoria é de Moraes.

    * Com informações da CNN Brasil


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