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    Vingança


    Suposto integrante do PCC é morto brutalmente por traficantes da FDN em Manaus

    Família nega que a vítima tenha envolvimento com facções

    A vítima era investigada por envolvimento com o tráfico de drogas
    A vítima era investigada por envolvimento com o tráfico de drogas | Foto: Daniel Landazuri

    O repositor Jhonatas da Silva Pimentel, de 31 anos, foi brutalmente assassinado, na noite deste domingo (26), após ser atingido com 11 tiros, ter sido ferido com uma facada no coração e agredido com pedradas na cabeça. O crime aconteceu na rua São Bento, comunidade Monte Sião, bairro Cidade de Deus, Zona Leste de Manaus.

    De acordo com polícia, o crime está relacionado com uma briga entre integrantes de facções rivais. Segundo consta no relatório do Centro Integrado de Operações de Segurança (Ciops), Jhonatas era integrante do Primeiro Comando da Capital (PCC) e foi executado por membros da Facção Família do Norte (FDN). Os suspeitos estavam em um carro modelo Siena, de cor branca e placas não identificadas.

    A mãe da vítima, uma dona de casa de 52 anos que não quis se identificar, contou que Jhonatas morava no residencial Viver Melhor e estava no bairro para visitá-la. “Meu filho estava concertando o carro para ir embora para a casa dele, quando ele foi surpreendido pelos homens. Ele ainda tentou correr para a casa da irmã, mas foi perseguido e morto brutalmente na minha frente”, lamentou a mãe.

    Testemunhas informaram à polícia que os suspeitos atiraram na vítima e, depois que ela caiu no chão, iniciaram uma série de agressões com pedaços de pau e pedras, além de terem usado uma faca para ferir o peito da vítima, próxima ao coração. Após o crime, os suspeitos fugiram no veículo e ainda não foram identificados.

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    Ainda segundo a polícia, a vítima respondia na Justiça processos por envolvimento com o tráfico de drogas. A mãe de Jhonatas negou que ele fosse integrante de facção criminosa e, após ser solto, trabalhava honestamente.

    O crime aconteceu na rua São Bento, comunidade Monte Sião
    O crime aconteceu na rua São Bento, comunidade Monte Sião | Foto: Daniel Landazuri

    “Meu filho estava trabalhando em um supermercado. Há cinco anos ele foi preso, mas depois que foi solto não mexia com coisas erradas”, disse.

    A Delegacia Especializada em Homicídios e Sequestros (DEHS), investiga o caso.

    Desaparecido

    Antes do assassinado de Jhonatas, um adolescente de 16 anos desapareceu da comunidade. Testemunhas informaram à família que o jovem havia sido levado por um grupo em um carro branco, com as mesmas características do veículo usado pelos suspeitos que mataram o repositor.

    A família do adolescente morava em uma quitinete de propriedade da irmã de Jhonatas. Com medo de represália, eles não quiseram comentar o caso.

    Após o desaparecimento do adolescente, a família se mudou do local na manhã desta segunda-feira (27).

    A suspeita dos moradores é que os crimes podem estar ligados, mas até o momento o desaparecimento não foi registrado pela Polícia Civil. 

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